João Campos nega interferência em concurso da Procuradoria
Concurso da Procuradoria do Recife – O prefeito João Campos (PSB) afirmou que não houve qualquer tipo de favorecimento a candidatos durante o certame para procurador municipal, realizado em 2022.
Segundo Campos, o processo foi conduzido por banca independente, com acompanhamento da Procuradoria-Geral do Município e do Ministério Público de Contas, garantindo imparcialidade.
Certame seguiu regras de transparência
O concurso ofereceu 15 vagas imediatas e cadastro de reserva, com salário inicial superior a R$ 14 mil. Mais de 3,8 mil inscritos disputaram as provas, que incluíram etapa objetiva e análise de títulos.
Em nota pública, a Prefeitura destacou que todos os recursos e gabaritos foram divulgados no Portal da Transparência, bem como as justificativas para cada decisão da banca.
Reação às suspeitas de favorecimento
As acusações ganharam repercussão após a divulgação de que o filho de uma procuradora do Ministério Público teria sido aprovado. Campos negou qualquer ingerência política e ressaltou que não há representações formais contra o edital.
Levantamento do Conselho Nacional de Justiça mostra que menos de 2% dos concursos públicos no país são anulados por vícios de lisura, o que reforça a raridade de interferências comprovadas.
Próximos passos e monitoramento
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Pernambuco (OAB-PE) informou que acompanha o caso e, até o momento, não encontrou indícios de irregularidades. Caso surjam novas denúncias, o órgão poderá solicitar auditoria independente.

No âmbito interno, a Procuradoria do Recife abriu canal exclusivo para candidatos apresentarem eventuais provas de favorecimento, prazo que se encerra em 30 dias.
O prefeito concluiu que “a credibilidade dos concursos públicos é inegociável” e que adotar medidas de transparência é fundamental para resguardar o interesse público.
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