João Campos critica Polícia Civil por investigação no Recife
João Campos critica Polícia Civil – O prefeito do Recife voltou a classificar como “ato criminoso” a investigação que colocou um rastreador em veículo oficial usado pelo secretário municipal de Articulação Política, Gustavo Monteiro, na última terça-feira (27).
Em sentido oposto, a governadora Raquel Lyra defendeu que todo o procedimento “ocorreu dentro da legalidade”, marcando novo capítulo de tensão entre Prefeitura e Governo do Estado.
Prefeitura fala em abuso de autoridade
Em entrevista televisiva, Campos afirmou que não foi apresentado qualquer documento judicial que autorizasse a vigilância e que a própria corporação confirmou a inexistência de inquérito formal.
O prefeito promete acionar a Lei de Abuso de Autoridade (Lei 13.869/2019) e encaminhar ofícios à Secretaria de Defesa Social (SDS) e ao Ministério Público para exigir provas do suposto respaldo legal.
Governo do Estado sustenta legalidade
Primeiro posicionamento público de Raquel Lyra reforçou a versão de que os agentes atenderam denúncia de corrupção e seguiram o protocolo de Verificação Preliminar de Informações (VPI). A SDS informou que o procedimento foi arquivado por falta de elementos e que abrirá sindicância para apurar eventual vazamento.
De acordo com dados da Secretaria de Defesa Social, mais de 1,1 mil VPIs foram instauradas em Pernambuco em 2023, e 38% avançaram para inquérito — índice acima da média nacional.
Impacto político e próximos passos
A troca de declarações ocorre em ano pré-eleitoral, quando Campos busca ampliar sua influência regional e Lyra consolida alianças estaduais.

Especialistas lembram que rastreamento de veículos sem ordem judicial pode configurar crime, mas a legislação admite diligências preliminares desde que não invadam a esfera privada do investigado.
Enquanto isso, a Prefeitura do Recife estuda medidas judiciais e administrará a repercussão entre vereadores e aliados, que cobraram transparência total sobre o caso.
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Crédito da imagem: Divulgação