Israel acompanha protestos no Irã e prevê queda do regime
Israel acompanha protestos no Irã e prevê queda do regime – Em reunião de gabinete realizada na última semana, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que Tel Aviv “monitora de perto” a onda de manifestações nas principais cidades iranianas.
O premiê declarou que “a nação persa pode se libertar em breve do jugo da tirania”, sinalizando expectativa por mudanças políticas em Teerã e a possibilidade de uma relação inédita entre os dois países desde 1979.
Protestos crescem contra governo iraniano
Relatos de organizações internacionais indicam que mais de 190 pessoas morreram em confrontos recentes, número ainda não confirmado oficialmente. Segundo o Escritório da ONU para Direitos Humanos, as autoridades iranianas vêm ampliando o uso da força para conter os atos, que começaram por pautas econômicas e ganharam caráter político — conforme informou o organismo multilateral.
A mobilização popular se espalha por Teerã, Isfahan, Mashhad e outras capitais regionais, com manifestantes criticando inflação, desemprego e restrições a liberdades individuais.
Israel vê oportunidade de reaproximação
Netanyahu ressaltou que a solidariedade de Israel se dirige “à população iraniana, não ao governo atual”. Caso o regime mude, ele projeta “um futuro de prosperidade e paz” para ambos os povos, citando a antiga parceria comercial que existiu antes da Revolução Islâmica.
Especialistas em relações internacionais lembram que Israel e Irã foram aliados estratégicos até o fim da década de 1970. A normalização traria novos mercados ao setor tecnológico israelense e acesso a infraestrutura energética iraniana, além de alterar o equilíbrio geopolítico no Oriente Médio.

Mesmo com a retórica otimista, o chefe de governo não comentou as recentes ameaças de Teerã contra Israel e Estados Unidos, limitando-se a reiterar que suas forças de segurança permanecem “atentas a qualquer desdobramento”.
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