Irã fecha espaço aéreo e diz ter controle de protestos
Irã fecha espaço aéreo para voos internacionais — A República Islâmica bloqueou rotas comerciais sobre seu território, permitindo apenas aeronaves com origem ou destino autorizado em Teerã, segundo comunicado distribuído às companhias na noite de 14 de janeiro.
O chanceler Abbas Araghchi afirmou que o governo mantém “controle total” após dias de manifestações reprimidas com violência. O monitor Flightradar24 registrava apenas dois voos chineses sobre o país às 20h30 (horário de Brasília).
Medida atinge companhias de todo o mundo
Diante do fechamento, a Lufthansa e subsidiárias como Swiss e Austrian redirecionaram rotas e evitarão o espaço aéreo iraniano e iraquiano “até nova ordem”. Horas antes, a agência de navegação aérea alemã já alertara para “risco potencial à aviação”, citando o crescimento de tensões e sistemas antiaéreos.
Histórico recente mostra que restrições desse tipo se intensificam quando há conflitos ou ameaças militares. Em situações similares, a Organização de Aviação Civil Internacional (ICAO) recomenda rotas alternativas para reduzir exposições. Dados em tempo real do Flightradar24 evidenciam a baixa de tráfego sobre a região.
Cenário de protestos e números de vítimas
Os protestos começaram após denúncias de corrupção e piora econômica. A ONG Iran Human Rights, sediada na Noruega, contabiliza 3.428 mortos e mais de 10 mil detidos desde o início dos atos, números que não foram reconhecidos oficialmente por Teerã.
Pressionado internacionalmente, o governo norte-americano sinalizou apoio aos manifestantes e ameaçou “medidas enérgicas” caso fossem confirmadas execuções. No entanto, o presidente Donald Trump declarou que “a matança parou”, sem detalhar eventuais ações.

Fechamentos de espaço aéreo em zonas de conflito aumentam custos aéreos, elevam o tempo de voo e podem impactar o preço das passagens. Segundo dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), cada hora extra em rota de longa distância adiciona, em média, 5% ao consumo de combustível.
A restrição iraniana permanece sem prazo definido. Companhias recomendam que passageiros confirmem itinerários antes de embarcar.
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