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segunda-feira, fevereiro 23, 2026

Intervenção na Venezuela: impactos para Maduro, Trump e Lula

Intervenção na Venezuela: impactos para Maduro, Trump e Lula

Intervenção na Venezuela: impactos para Maduro, Trump e Lula – No início de janeiro de 2026, forças dos Estados Unidos entraram em território venezuelano com o objetivo declarado de afastar Nicolás Maduro do poder, movimento que já era especulado desde a posse de Donald Trump em 2017.

A diplomacia regional, inclusive a brasileira, tentou evitar uma ação militar, mas não houve consenso sobre uma saída negociada. Agora, analistas debatem as consequências imediatas para Caracas, Washington e Brasília.

Por que os EUA decidiram agir

O argumento central da Casa Branca é de que o governo Maduro perdeu legitimidade após seguidas eleições contestadas por denúncias de fraude. Um relatório do Alto Comissariado da ONU apontou restrições graves a direitos políticos, reforçando a tese de colapso democrático.

Segundo fontes diplomáticas, integrantes do próprio gabinete venezuelano teriam colaborado com informações sensíveis, indicando fragilidade interna do regime. A estratégia norte-americana pretende forçar a renúncia de Maduro e abrir caminho para um governo de transição.

Reflexos na diplomacia brasileira

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve a postura histórica de defesa da soberania dos Estados, criticando a intervenção militar. Ao mesmo tempo, Brasília tenta preservar o diálogo com Washington, calcado em interesses econômicos e climáticos.

Especialistas avaliam que a posição brasileira pode se tornar tema de debate na eleição presidencial de 2026: adversários de Lula acusam o Planalto de “passar pano” para ditaduras, enquanto aliados reforçam o discurso anti-ingerência.

Cenários pós-Maduro e efeitos regionais

A saída de Maduro não garante, por si, a instalação imediata de instituições democráticas. Caso aliados permaneçam no poder sob tutela dos EUA, críticos temem a formação de um governo pouco autônomo.

Há também preocupação humanitária. A Operação Acolhida, coordenada pelo governo brasileiro, registrou mais de 820 mil venezuelanos entrando no país entre 2018 e 2023; números podem crescer se o conflito se prolongar.

No campo econômico, investidores observam o potencial de recuperação graças às reservas de petróleo da Faixa do Orinoco. Entretanto, sem estabilidade política, benefícios podem demorar a chegar à população.

Indefinições permanecem: Trump promete eleições “livres e auditadas”, mas não detalhou prazos; Lula articula apoio de países sul-americanos a um processo supervisionado por organismos internacionais; e analistas projetam impactos no preço global do petróleo.

No momento, Venezuela, Estados Unidos e Brasil caminham entre a promessa de renovação democrática e o risco de prolongar tensões. Para acompanhar os desdobramentos desse cenário internacional, acesse nossa editoria de Mundo.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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