Incidente com tubarão em Noronha: ICMBio reforça alerta
Incidente com tubarão em Noronha: ICMBio reforça alerta – O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) divulgou novas orientações de segurança após a mordida sofrida por uma turista em 9 de janeiro, no Porto de Santo Antônio, em Fernando de Noronha.
O caso elevou para quatro o número de ocorrências envolvendo tubarões na ilha nas últimas três semanas, acendendo sinal de atenção entre operadores de turismo e visitantes.
Recomendações para evitar novos incidentes
Entre as principais recomendações está a proibição de alimentar a fauna marinha. A prática, além de ilegal, “altera o comportamento natural dos animais e faz com que associem humanos à oferta de comida”, alerta o instituto em nota publicada no site oficial do ICMBio.
Banhistas também devem evitar entrar na água portando alimentos, manter todo o lixo dentro da embarcação e respeitar a distância mínima de animais de grande porte. Qualquer irregularidade deve ser registrada e encaminhada às equipes do ICMBio que atuam no arquipélago.
Entenda o caso mais recente e o contexto
A advogada Tayane Cachoeira Dalazen, 36 anos, realizava mergulho de apneia quando foi mordida na perna direita. Ela recebeu atendimento no Hospital São Lucas e teve alta no mesmo dia, retornando a São Paulo dois dias depois.
Segundo o coordenador de ordenamento territorial do ICMBio, Mário Douglas, a prática irregular de alimentar tubarões tem se concentrado em uma área específica do Porto de Santo Antônio, não representando a regra no restante da ilha, que mantém perfil de turismo sustentável.
Dados do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit/PE) indicam que mais de 70 ocorrências foram registradas no litoral pernambucano desde 1992, a maioria no Grande Recife. O arquipélago de Noronha, apesar de receber cerca de 100 mil turistas por ano, ainda apresenta índice baixo em comparação com o continente, mas as ocorrências recentes acenderam o alerta.

Especialistas recomendam evitar brilhos, movimentos bruscos e entrar na água durante o nascer ou o pôr do sol, quando a visibilidade é menor para humanos e animais.
No caso de mergulhos guiados, a orientação é contratar operadores credenciados e confirmar se seguem as normas ambientais do Parque Nacional Marinho.
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Crédito da imagem: Divulgação / ICMBio