Homem que espancou cadela em Olinda é preso em flagrante
Homem que espancou cadela em Olinda é preso em flagrante — A Polícia Civil de Pernambuco deteve Clebson Tavares dos Santos após ele prestar depoimento pelo espancamento da cadela da ex-companheira, registrado no bairro de Águas Compridas, em Olinda, na segunda-feira (19).
O suspeito foi autuado por ameaça em contexto de violência doméstica, descumprimento de medida protetiva e maus-tratos a animal, crimes que podem somar até cinco anos de reclusão, conforme a Lei 14.064/2020.
Imagens flagraram a agressão
A tutora filmou o momento em que o agressor bate a cabeça da cachorra, chamada Baronesa, contra o chão. As cenas circularam nas redes sociais e reforçaram a denúncia formalizada na Delegacia do Varadouro.
Segundo Douglas Brito, presidente da Associação dos Protetores de Animais de Pernambuco (Apape), a cadela, de aproximadamente três anos, recebeu atendimento veterinário e não apresenta lesões internas graves. No passado, o homem já teria matado um filhote do mesmo casal de cães durante outra crise de violência.
Investigação e antecedentes
Em depoimento, a ex-companheira relatou agressões recorrentes durante o relacionamento e afirmou que o investigado perdeu a perna em uma troca de tiros com a Polícia Militar, além de possuir passagem por tráfico de drogas.
Durante a audiência de custódia, o Tribunal de Justiça de Pernambuco converteu a prisão em domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, em razão da deficiência física do acusado.

Violência doméstica e crueldade contra animais
Casos que combinam violência contra mulheres e animais são recorrentes. Levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indica que 245 mil medidas protetivas foram concedidas no país em 2023, muitas acompanhadas de ameaças a pets como forma de coação. Saiba mais no relatório anual do FBSP.
Especialistas orientam que denúncias de maus-tratos sejam feitas pelo telefone 190 ou pela Delegacia Eletrônica de Polícia Civil de Pernambuco. Para violência doméstica, o Ligue 180 funciona 24 horas e preserva o anonimato.
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Crédito da imagem: Divulgação