Homem preso por atirar em torcedor do Náutico em Recife
Homem preso por atirar em torcedor do Náutico em Recife – José Carlos Feitosa Barreto, condenado por atirar na cabeça do torcedor Lucas Lyra em 2013, foi preso, segundo a família, ao chegar ao trabalho no dia 10 de fevereiro. O disparo ocorreu em 16 de fevereiro de 2013, às 18h30 (Brasília UTC-3), em frente ao estádio dos Aflitos, no Recife.
Como ocorreu o crime
O tiro atingiu Lucas de Freitas Lyra, então com 19 anos, pouco antes de uma partida do Campeonato Pernambucano entre Náutico e Central.
O episódio começou durante um tumulto entre torcedores na Avenida Conselheiro Rosa e Silva, quando um ônibus com apoiadores do Sport passou pelo local e houve confusão.
Investigação e contexto
José Carlos, que trabalhava como segurança contratado pela empresa de ônibus Pedrosa, confessou o crime e foi condenado em 2018 a oito anos por tentativa de homicídio qualificado, mas respondia em liberdade enquanto recorria da decisão.
O Ministério Público de Pernambuco acusou que o disparo foi premeditado e também responsabilizou três pessoas ligadas à Pedrosa por contratações irregulares de seguranças, segundo a denúncia.
Para entender o panorama da violência e da atuação das forças de segurança no estado, consulte a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco.
Sequelas e indenização
Lucas ficou internado por mais de três anos e teve alta em agosto de 2016.
Entre as sequelas confirmadas pela família estão perda de 7% da massa cefálica, comprometimento da coordenação motora do lado esquerdo e perda da audição em ambos os ouvidos; ele permanece acamado, consciente e sujeito a crises de engasgo.
Em 2024, a Justiça condenou a empresa Pedrosa e o Grande Recife Consórcio de Transporte Metropolitano a pagar R$ 2 milhões de indenização e pensão vitalícia no valor de três salários mínimos mensais a Lucas Lyra.
Para mais detalhes e outras ocorrências, acesse nossa editoria de Segurança.
Crédito da imagem: Marlon Costa / Pernambuco Press