Henrique Albino fala de “música troncha” e paixão pelo café
Henrique Albino fala de “música troncha” e paixão pelo café – O multi-instrumentista pernambucano, conhecido pelos arranjos inovadores ao sax barítono, compartilhou detalhes de sua trajetória musical e curiosos episódios com a bebida que dá energia a muitos artistas.
Albino contou que, apesar de sofrer de gastrite crônica e raramente consumir a bebida, não dispensa presentear a esposa, a cantora Surama Ramos, com cafés especiais de origem controlada.
A construção da chamada “música troncha”
O artista define seu som como “troncho” por misturar ritmos tradicionais do Nordeste, elementos eletrônicos e improviso jazzístico. Em “Teniente, Ray Amargura”, faixa do disco “Recife • 19” de DJ Dolores, o sax barítono de Albino é protagonista de um arranjo que foge ao padrão.
Para o músico, a proposta é “deslocar o ouvido” do público, criando texturas que lembram o manguebeat, mas com roupagem contemporânea. Segundo a Fundarpe, Pernambuco concentra hoje mais de 300 projetos de música autoral ativa, cenário fértil para experimentações como a de Albino.
Café especial e processo criativo
No estúdio, Albino confessa preferir chá ou água, mas admite que o aroma do café estimula a imaginação. “Quem realmente entende dos grãos é Surama”, brinca ele, que costuma trazer blends premiados de viagens pelo interior do estado para agradar a companheira.

O músico prepara o lançamento de “Música Troncha”, álbum que deve reunir participações de nomes ligados à cena independente do Recife. A expectativa é que o trabalho chegue às plataformas ainda no primeiro semestre, com faixas gravadas ao vivo para preservar a espontaneidade.
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Crédito da imagem: Divulgação