Gustavo Petro diz que pode pegar em armas após fala de Trump
Gustavo Petro diz que pode pegar em armas após fala de Trump – na última segunda-feira (5), o presidente da Colômbia afirmou que, se for preciso, voltará a empunhar fuzil para garantir a soberania nacional.
Em postagens na rede X, o mandatário também determinou que as Forças Armadas “atirem contra o invasor” e advertiu que comandantes relutantes “devem deixar a corporação”.
O que motivou a declaração
O posicionamento inflamado veio depois que o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou possíveis ações militares unilaterais caso considere que o governo colombiano “não controle o narcotráfico”.
Petro classificou a retórica de Trump como “ameaça direta” e lembrou que a Constituição colombiana prevê a defesa armada do território. Segundo ele, qualquer incursão estrangeira será tratada como ato de guerra.
Repercussão internacional e histórico de tensão
O Ministério das Relações Exteriores colombiano informou que requisitará explicações formais à representação norte-americana em Bogotá. Organizações multilaterais, como a ONU, já alertaram para o risco de escalada na região — em 2023, o país registrou redução de 8% nos confrontos armados, aponta relatório das Nações Unidas.
Especialistas em segurança lembram que Petro integrou a guerrilha M-19 antes do acordo de paz de 1990. “Ele fala com a autoridade de quem já esteve no front”, observa a cientista política Laura Gil. O professor de Relações Internacionais Daniel Mejía acrescenta que a cooperação antidrogas entre EUA e Colômbia responde por cerca de US$ 460 milhões anuais, verba que poderá ser revista em clima de hostilidade.

Até o momento, Washington não emitiu nota oficial. Analistas projetam que o governo de Joe Biden, rival político de Trump, tentará distanciar-se da polêmica para não comprometer a agenda bilateral sobre mudança climática e migração.
Em paralelo, o Congresso colombiano convocou sessão extraordinária para discutir mecanismos legais de proteção fronteiriça e a possibilidade de acionar o Tribunal Internacional de Justiça caso haja incursão externa.
No desenrolar dessa crise diplomática, o mundo acompanhará se a Colômbia optará pela via militar ou fortalecerá a negociação multilateral. Para seguir atualizado sobre tensões internacionais, visite nossa editoria de Mundo.
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