Guerreiras do K-pop: série sombria na Netflix volta aos holofotes
Guerreiras do K-pop: série sombria na Netflix volta aos holofotes – Lançada discretamente em 2023, a produção sul-coreana ganhou fôlego outra vez após comentários de fãs nas redes sociais e novas recomendações do algoritmo da plataforma.
O drama de ação e suspense acompanha cinco trainees que, além de disputar o estrelato, precisam encarar uma sociedade secreta que infiltra grupos musicais para controlar a indústria do entretenimento.
Enredo mistura glamour e conspiração
Ambientada em Seul, a trama mostra como as protagonistas tentam equilibrar coreografias impecáveis com missões clandestinas que envolvem espionagem, chantagem e resgate de ídolos desaparecidos. O contraste entre estética colorida e violência psicológica traz um tom sombrio que foge do padrão das séries sobre K-pop.
Segundo dados da Agência Nacional do Cinema (Ancine), produções coreanas representaram 12% do catálogo consumido pelos brasileiros em 2023, índice que explica o investimento da Netflix em títulos do país.
Recepção morna virou cult following
Na época da estreia, “Guerreiras do K-pop” ficou apenas dois dias no Top 10 brasileiro. Especialistas atribuem o desempenho modesto ao lançamento simultâneo de blockbusters como “Round 6: Desafio” e ao excesso de novidades semanais no streaming.
Quase um ano depois, fóruns de cultura pop apontam crescimento de 37% nas buscas pelo título, impulsionado por cortes virais no TikTok e pela trilha sonora original que chegou ao Spotify. A protagonista Park Ji-yoon, ex-integrante de um girl group real, também contribuiu ao vencer o prêmio de Atriz Revelação no Baeksang Arts Awards.

Apesar de rumores, a Netflix ainda não confirmou segunda temporada. Especialistas lembram que renovações dependem de três fatores: tempo de exibição no Top 10 global, índice de conclusão dos episódios e custo de produção – estimado em US$ 18 milhões, abaixo da média de dramas históricos.
No momento, a série figura na aba “Títulos que merecem outra chance”, recurso que testa o engajamento de obras subestimadas. Caso os números se sustentem nas próximas semanas, executivos podem reavaliar a continuidade.
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