Gilson Machado deixa PL e mira vaga no Senado por PE
Gilson Machado deixa PL após confirmar, em carta divulgada em 21 de janeiro, que buscará nova legenda para disputar o Senado por Pernambuco no pleito de 2026.
O ex-ministro do Turismo argumentou ter “cumprido o dever” na sigla, mas disse que não recebeu apoio da direção estadual para a candidatura. Segundo ele, continua alinhado aos valores do ex-presidente Jair Bolsonaro, que o defende como nome conservador para o cargo.
Carta expõe divergências internas
No documento, Machado afirma que a dissidência iniciou-se durante a eleição municipal de 2024, quando concorreu à Prefeitura do Recife e terminou em segundo lugar, atrás de João Campos (PSB).
O político também relata desentendimentos com o grupo do ex-prefeito Anderson Ferreira. A disputa pela única vaga ao Senado em 2026 seria o ponto de ruptura, pois a direção estadual do PL indicou outro postulante. O ex-ministro comunicou a mudança ao senador Flávio Bolsonaro, mas não ao ex-presidente, que está impedido de deixar Brasília, conforme informações oficiais do Tribunal Superior Eleitoral.
Trajetória eleitoral e cargos públicos
Aos 57 anos, Machado presidiu a Embratur e foi secretário de Ecoturismo antes de comandar o Ministério do Turismo. Em 2022, disputou o Senado e somou 1,3 milhão de votos, ficando em segundo lugar atrás de Teresa Leitão (PT).
Na corrida municipal de 2024, obteve 129 mil votos (quase 14% dos válidos) e sofreu três suspensões de propaganda eleitoral por decisões judiciais. Em junho de 2025, chegou a ser preso sob suspeita de auxiliar Mauro Cid na tentativa de obtenção de passaporte português, sendo solto no mesmo dia por ordem do ministro Alexandre de Moraes.

Antes da vida pública, o pernambucano atuou como músico e empresário do setor hoteleiro, além de tocar sanfona na banda de forró Brucelose.
No encerramento da carta, o ex-ministro garante que anunciará o novo partido “nos próximos dias” e reforça que seguirá “defendendo pautas conservadoras, valores cristãos e a geração de empregos” no estado.
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Crédito da imagem: Divulgação