Gilson Machado deixa PL e busca novo partido para 2026
Gilson Machado deixa PL e pretende se filiar a uma nova legenda para concorrer ao Senado por Pernambuco em 2026, segundo carta divulgada recentemente.
O ex-ministro reafirmou fidelidade ao ex-presidente Jair Bolsonaro e garantiu que sua saída se deve à necessidade de construir “pontes nacionais” depois de ter sido preterido pelo diretório estadual do PL.
Motivo da saída e cenário interno do PL
Machado contou que foi informado de que o PL local apoiará outro nome para a única vaga de senador em disputa no próximo pleito. Sem espaço, decidiu abrir diálogo com siglas de direita que, segundo ele, “respeitem o legado bolsonarista”.
De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o PL conta hoje com mais de 1,4 milhão de filiados em todo o país, sendo o maior partido na Câmara dos Deputados. Isso reforça a disputa interna por candidaturas majoritárias.
Planos para 2026 e histórico político
Gilson Machado foi ministro do Turismo entre 2020 e 2022 e disputou o Senado em 2022, quando ficou em quarto lugar, com 4,1% dos votos válidos, segundo o TSE. Agora, ele pretende articular uma coligação que amplie o alcance do bolsonarismo no Nordeste.
Nos bastidores, lideranças de partidos como Republicanos e PP têm conversado com o ex-ministro. A estratégia inclui visitar bases eleitorais no Agreste e Sertão, regiões onde Bolsonaro registrou crescimento na última eleição presidencial.
Próximos passos e calendário partidário
A janela de filiação para quem vai concorrer em 2026 só abre em março de 2026, mas acordos informais já acontecem. Até lá, Machado seguirá sem partido, participando de eventos e fóruns conservadores pelo estado.

Ele também sinalizou que pretende apoiar candidatos a prefeito alinhados a Bolsonaro nas eleições municipais de 2024, fortalecendo palanques regionais para a futura disputa ao Senado.
O ex-ministro não descarta retornar ao PL no futuro, caso o cenário mude, mas afirmou que a “prioridade é manter-se útil ao projeto que vai reconduzir Bolsonaro ao Planalto”.
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Crédito da imagem: Divulgação