Fugas nas unidades da Funase em PE caem 82% em 2025
Fugas nas unidades da Funase em PE caem 82% em 2025 – O sistema socioeducativo pernambucano encerrou o último ano com apenas 12 evasões registradas, contra 70 ocorrências em 2024.
O índice representa uma queda de 82% e sinaliza mudança importante em um cenário historicamente marcado por rebeliões e superlotação.
Redução de episódios de evasão e motins
Além das fugas, os tumultos diminuíram 32% e não houve registro de motins em 2025. A presidenta da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase), Raissa Braga, atribuiu o resultado ao “fortalecimento da política socioeducativa baseada em segurança aliada à humanização”.
Segundo dados da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE), políticas de contenção e melhor divisão de efetivo contribuíram para a queda. A desativação da unidade do Cabo de Santo Agostinho, palco de fuga em massa de 17 adolescentes em junho de 2024, também impactou positivamente os números.
Investimentos em saúde, educação e estrutura
Hoje, 448 adolescentes cumprem medidas socioeducativas em estabelecimentos com capacidade para 695 internos, proporção muito inferior à sobrecarga registrada na década passada.
A Funase ampliou parcerias com a Secretaria de Educação: a média mensal de matrículas nas escolas internas chegou a 272 estudantes em 2025. Na saúde, 2.901 cartões de vacinação foram atualizados até novembro e houve 2.612 atendimentos odontológicos, além de 310 atividades de saúde mental, alcançando 24% dos socioeducandos.
Especialistas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que educação regular e suporte psicossocial reduzem a reincidência em até 30%, reforçando a importância das ações implementadas.

Com o reforço estrutural, o governo prevê completar, em 2026, a modernização dos sistemas de vigilância eletrônica, o que inclui novos circuitos de câmeras, sensores de movimento e alarmes perimetrais nas 11 unidades de internação ativas.
No âmbito profissional, programas de qualificação nas áreas de informática, gastronomia e construção civil atenderam 180 adolescentes no ano passado, oferecendo certificados reconhecidos pelo Senai e facilitando a reinserção no mercado de trabalho.
No contexto nacional, o Atlas da Violência 2024 indica que adolescentes em conflito com a lei representam 0,3% da população brasileira, mas concentram 9% dos homicídios sofridos por jovens, destacando a relevância de políticas de prevenção e ressocialização.
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Crédito da imagem: Divulgação / Funase