26.7 C
Pernambuco
segunda-feira, fevereiro 23, 2026

Fronteira Brasil-Venezuela segue aberta e vigiada, diz Defesa

Fronteira Brasil-Venezuela segue aberta e vigiada, diz Defesa

Fronteira Brasil-Venezuela segue aberta e vigiada – Em 3 de janeiro, o ministro da Defesa, José Múcio, informou que o posto de Pacaraima, em Roraima, opera normalmente, sem registro de incidentes após os bombardeios norte-americanos em território venezuelano.

Segundo o ministro, o Exército mantém efetivo permanente na região e não há notícias de brasileiros feridos ou impedidos de circular entre os dois países.

Monitoramento militar reforçado

O governo federal destacou que 10 mil militares estão distribuídos na Amazônia Legal, sendo 2,3 mil em Roraima, prontos para eventuais ações humanitárias ou de evacuação.

Múcio ressaltou que relatórios atualizados chegam ao Centro de Operações do Ministério da Defesa a cada hora, com apoio de sensores, drones e bases de fronteira. As informações são checadas com dados do Ministério da Defesa para reduzir o risco de boatos.

Impacto sobre brasileiros e cenário regional

A chancelaria confirmou que não houve feridos entre os cerca de 30 mil brasileiros que vivem ou trabalham na Venezuela, de acordo com estimativa do Itamaraty. Turismo e transporte de cargas seguem liberados.

Especialistas do Instituto de Migrações (OBMigra) lembram que o fluxo diário de venezuelanos em Pacaraima — cerca de 700 entradas e 600 saídas, segundo balanço de 2025 — pode crescer caso a crise se agrave. Entretanto, a Operação Acolhida, coordenada pelo governo federal, mantém estrutura para triagem médica e abrigo temporário.

Analistas veem nesta movimentação militar uma resposta preventiva semelhante à realizada em 2019, quando tensões políticas elevaram em 12 % os registros de pedidos de refúgio no Brasil, conforme dados da Polícia Federal. Por ora, a comunidade brasileira permanece em “normalidade total”, disse a diplomata Maria Laura da Rocha.

O Itamaraty convocou duas reuniões de emergência no sábado para atualizar o presidente Lula sobre a situação e alinhar possíveis sanções diplomáticas aos EUA, que capturaram Nicolás Maduro.

No desfecho, o Ministério das Relações Exteriores reiterou repúdio à ação militar norte-americana e reforçou que continua monitorando “24 horas por dia” qualquer alteração no quadro de segurança.

Para acompanhar outras atualizações da cena internacional, visite nossa editoria de Mundo.


Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
Últimas Notícias
Related news

Destaques de Agora