Fraude em concurso público: quatro presos no Paulista
Fraude em concurso público – Quatro pessoas foram presas em flagrante durante as provas do concurso da Prefeitura do Paulista, Região Metropolitana do Recife, realizado no último fim de semana.
A operação, que uniu Secretaria de Segurança Cidadã, Comissão do Concurso e Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), identificou o uso de pontos eletrônicos por candidatos às vagas da Guarda Civil Municipal e de Agente Municipal de Trânsito.
Como o esquema foi descoberto
Três prisões ocorreram pela manhã e uma à tarde, em quatro escolas distribuídas entre Abreu e Lima, Igarassu e Paulista.
De acordo com o secretário municipal Ricardo Medeiros, detectores de metais, revistas rigorosas e inspeções nos ouvidos foram decisivos para flagrar os suspeitos. Um deles carregava um minicelular escondido, além do caderno de provas.
Investigação e penalidades
Todos os detidos agiam de forma articulada, segundo a DRACO. Os equipamentos eletrônicos apreendidos serão periciados, e a apuração deve avançar para identificar outros envolvidos. Tentativa de fraudar certame público é crime previsto no art. 311-A do Código Penal, com pena de 1 a 4 anos de reclusão e multa.
Casos semelhantes têm preocupado as autoridades. Dados da Polícia Civil de Pernambuco mostram que denúncias de fraude em concursos cresceram nos últimos três anos, impulsionando o uso de tecnologia de rastreamento e fiscalização nos locais de prova.
Sobre o concurso
O certame oferece 120 vagas, sendo 100 para a Guarda Civil Municipal e 20 para Agente de Trânsito, ambos sob organização do Instituto IGEDUC. A Prefeitura reforçou que mantém protocolos de segurança em todas as etapas e que qualquer irregularidade será tratada com o “rigor da lei”.

Os candidatos aprovados em todas as fases poderão ter remuneração inicial de até R$ 3,1 mil, além de benefícios. A lista preliminar de classificados deve ser divulgada em até 30 dias, conforme o edital.
No comunicado oficial, a gestão municipal orientou participantes a não aceitarem ofertas de facilidades e a denunciar suspeitas imediatamente.
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Crédito da imagem: Divulgação