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segunda-feira, fevereiro 23, 2026

Forças Armadas venezuelanas reconhecem Delcy Rodríguez

Forças Armadas venezuelanas reconhecem Delcy Rodríguez

Forças Armadas venezuelanas reconhecem Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela, de acordo com comunicado divulgado no último domingo (4 de janeiro de 2026).

No mesmo vídeo, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, repudiou a intervenção norte-americana que resultou na captura de Nicolás Maduro e cobrou sua libertação imediata.

Pronunciamento militar e críticas aos Estados Unidos

Padrino López classificou a operação estrangeira como “ameaça global” e comparou o episódio às práticas da Doutrina Monroe, citando risco de novos ataques em outras nações latino-americanas.

Segundo o ministro, a população deve retomar as atividades “nos próximos dias”, enquanto o comando militar garante apoio institucional a Delcy Rodríguez. O endosso reforça decisão do Supremo Tribunal de Justiça, que já havia determinado a posse provisória da vice.

Entenda a operação que levou à prisão de Maduro

Explosões em diversos bairros de Caracas antecederam a ação de forças de elite dos Estados Unidos, que transferiram Maduro e a primeira-dama Cilia Flores para Nova York. A ofensiva lembra a invasão do Panamá em 1989, quando o então presidente Manuel Noriega foi capturado sob acusação de narcotráfico, conforme recorda reportagem da BBC News.

Washington oferece recompensa de US$ 50 milhões por informações sobre o suposto “Cartel de los Soles”, que teria participação de oficiais venezuelanos. Pesquisadores de tráfico internacional, porém, apontam escassez de provas públicas sobre a organização.

Contexto geopolítico e reservas de petróleo

A Venezuela detém as maiores reservas provadas de petróleo do mundo, cerca de 17,5% do total global, segundo a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Analistas veem no recurso estratégico um dos fatores que aumentam a pressão de potências estrangeiras sobre Caracas.

Além do petróleo, o país mantém laços diplomáticos e comerciais com China e Rússia, rivais dos EUA em diferentes frentes econômicas e militares, o que intensifica o valor geopolítico da crise atual.

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Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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