Feminicídios em Pernambuco sobem 15,8% em 2025
Feminicídios em Pernambuco sobem 15,8% em 2025 – Pernambuco contabilizou 88 assassinatos de mulheres motivados pela condição de gênero em 2025, conforme estatística divulgada pela Secretaria de Defesa Social (SDS-PE).
O total significa acréscimo de 15,8% em relação a 2024, quando 76 ocorrências foram registradas. A escalada preocupa entidades de defesa dos direitos das mulheres e reforça a necessidade de políticas públicas de prevenção e proteção.
Regiões mais afetadas e perfil das vítimas
A Região Metropolitana do Recife concentrou quase metade dos casos, seguida pelo Agreste e pela Zona da Mata. Na maioria das ocorrências, o agressor era companheiro ou ex-companheiro da vítima, padrão que se repete em todo o país, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Mulheres entre 20 e 34 anos formaram o grupo etário mais atingido. Especialistas atribuem o fenômeno à combinação de dependência financeira, controle emocional e facilidade de acesso a armas de fogo dentro de casa.
Prevenção e canais de apoio
Para frear o avanço dos feminicídios em Pernambuco, defensores recomendam fortalecer a rede de proteção. O estado dispõe de 15 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam) e de cinco Casas Abrigo, mas entidades cobram expansão do atendimento para municípios do interior.
Vítimas e testemunhas podem acionar o disque-denúncia 180, disponível 24 horas e com atendimento gratuito. Em casos de emergência, o 190 da Polícia Militar deve ser acionado imediatamente. A orientação é manter provas — como prints de mensagens — e buscar ajuda de familiares ou amigos para romper o ciclo de violência.
Programas de reeducação de agressores e campanhas escolares de conscientização sobre igualdade de gênero também aparecem entre as estratégias apontadas por estudiosos da área como fundamentais para reduzir o índice a médio prazo.

Apesar do crescimento alarmante, o governo estadual informa que intensificará rondas nas áreas de maior risco e ampliará o uso de tornozeleiras eletrônicas para monitorar agressores com medidas protetivas em vigor.
No entanto, organizações da sociedade civil alertam que o sucesso das ações depende de orçamento contínuo e da integração entre Poder Judiciário, Ministério Público e secretarias de políticas para as mulheres.
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Crédito da imagem: Divulgação / SDS-PE