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quarta-feira, fevereiro 25, 2026

EUA veem Groenlândia vital e duvidam da defesa dinamarquesa

EUA veem Groenlândia vital e duvidam da defesa dinamarquesa

EUA veem Groenlândia vital e duvidam da defesa dinamarquesa – Na quarta-feira (14 de janeiro), o presidente norte-americano Donald Trump declarou que os Estados Unidos “não podem depender da Dinamarca” para garantir a segurança da Groenlândia frente a possíveis avanços de Rússia e China no Ártico.

Segundo o republicano, apenas o poder militar dos EUA seria capaz de conter adversários estratégicos interessados na ilha autônoma, considerada peça central do novo sistema de defesa aérea em construção pelo Pentágono.

Disputa estratégica no Ártico

Trump voltou a citar o chamado “Domo de Ouro”, projeto que, afirma, protegirá o espaço aéreo da América do Norte contra mísseis hipersônicos. O plano passa pelo fortalecimento da base aérea de Thule, no norte da Groenlândia, e pela expansão do radar de alerta antecipado.

O tema dominou reunião recente entre autoridades dinamarquesas, groenlandesas e os americanos Marco Rubio (secretário de Estado) e JD Vance (vice-presidente). Após o encontro, o chanceler dinamarquês Lars Løkke Rasmussen classificou como “inaceitável” qualquer proposta que desrespeite a integridade territorial do reino. A Otan tem alertado para o aumento de exercícios militares na região, reforçando a percepção de risco.

Por que a Groenlândia interessa aos EUA

Além da posição geográfica, a Groenlândia abriga vastas reservas de terras raras e minerais estratégicos. Estudo do Serviço Geológico dos EUA aponta que a ilha concentra 38,5 milhões de toneladas desses insumos — essenciais à indústria de alta tecnologia.

A rota marítima que desponta com o derretimento do gelo do Polo Norte pode reduzir em até 40% o tempo de navegação entre a Ásia e a costa leste americana, acrescentando valor estratégico à ilha. Para especialistas em defesa, controlar esse corredor é tão importante quanto dominar o Canal do Panamá no século XX.

Ao mesmo tempo, Copenhague tenta equilibrar a parceria histórica com Washington e o direito de autogoverno groenlandês, formalizado em 2009, que garante à população local ampla autonomia em temas internos.

No comunicado conjunto, a ministra groenlandesa Vivian Matzfeldt reiterou o interesse em “aprofundar a cooperação”, mas rejeitou a hipótese de se tornar propriedade dos EUA, declarando que qualquer mudança de status dependeria de referendo popular.




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Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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