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quinta-feira, fevereiro 26, 2026

EUA retomam doutrina Monroe na nova Estratégia de Segurança

EUA retomam doutrina Monroe na nova Estratégia de Segurança

EUA retomam doutrina Monroe na nova Estratégia de Segurança – Publicada no final de 2025, a “Estratégia de Segurança Nacional” dos Estados Unidos reacende a máxima “A América para os Americanos”, formulada em 1823 por James Monroe.

O documento de 33 páginas coloca a hegemonia norte-americana como “em risco” e legitima intervenções para proteger interesses econômicos no Hemisfério Ocidental, além de prometer freios mais duros à imigração e ao narcotráfico.

Principais pontos do relatório

O texto alerta que nenhuma nação poderá “contrariar” ganhos dos EUA sobre recursos estratégicos, reiterando precedentes históricos como a compra da Luisiana (1803) e do Alasca (1867). Também encomenda à CIA o mapeamento de minérios críticos e a expansão do monopólio tecnológico norte-americano na região, segundo análise do Council on Foreign Relations.

No plano político, o governo anuncia “incentivos” a países, partidos e movimentos alinhados ao projeto, abrindo caminho para pressão sobre futuras eleições no Brasil, Colômbia, Peru, Haiti e Costa Rica.

Reflexos na Venezuela e na América Latina

A diretriz ganhou holofotes após uma operação que prendeu Nicolás Maduro em Caracas, ação concluída em três horas sem baixas civis, segundo canais de TV locais. Alegações oficiais apontam vínculo do líder venezuelano com o narcotráfico e violações de direitos humanos, mas especialistas ressaltam o tamanho das reservas de petróleo do país como pano de fundo.

Além de bloquear negociações do petróleo em yuans, Washington reforça sanções e tenta atrair gigantes como Chevron e Exxon Mobil para novos contratos. Para analistas, a medida acirra o debate sobre a criação de uma moeda alternativa ao dólar nos BRICS, pauta defendida pelo presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

Diplomacia da “canhoneira” no século 21

Com linguagem considerada “pragmática”, a estratégia abandona distinções ideológicas e ecoa a chamada “diplomacia da canhoneira” do século XIX: governos, de esquerda ou direita, são convidados a escolher entre cooperação ou isolamento.

Segundo dados do Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI), os EUA respondem por 39 % dos gastos militares globais, o que sustenta a projeção de poder descrita no relatório.

Críticos temem que a segmentação do mundo em zonas de influência eleve tensões com Rússia e China, lembrando que disputas semelhantes antecederam os grandes conflitos do século XX.

Para acompanhar a evolução deste cenário geopolítico e outras análises internacionais, acesse nossa editoria de Mundo.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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