EUA detalham plano de transição em 3 fases para Venezuela
Plano de transição para a Venezuela — O governo dos Estados Unidos divulgou, na última quarta-feira (8 de janeiro), um roteiro dividido em três etapas para conduzir o país vizinho do caos político à normalidade institucional.
O anúncio foi feito pelo secretário de Estado, Marco Rubio, após reunião no Capitólio. Segundo ele, a estratégia contempla estabilização imediata, recuperação econômica e posterior convocação de eleições livres.
Como funcionam as três fases
Na fase de estabilização, Washington pretende autorizar a venda de 50 milhões de barris de petróleo que estavam bloqueados por sanções, canalizando a receita para programas sociais venezuelanos.
Já o estágio de recuperação prevê a reabertura do mercado a empresas norte-americanas e europeias, além de uma lei de anistia destinada a opositores e presos políticos. Por fim, a terceira fase estabelece um cronograma eleitoral supervisionado por organismos internacionais — detalhamento que, de acordo com Rubio, será publicado oficialmente pelo Departamento de Estado nos próximos dias.
Pressão diplomática e militar
Paralelamente ao anúncio, forças navais norte-americanas interceptaram dois petroleiros ligados a Caracas no Atlântico e no Caribe, reforçando o bloqueio marítimo vigente desde 2019.
A porta-voz Karoline Leavitt declarou que a Casa Branca mantém “influência máxima” sobre a presidente interina Delcy Rodríguez e que “suas decisões continuarão sendo ditadas pelos Estados Unidos”. A fala expôs o grau de tutela exercido por Washington no processo.

Impacto regional
Segundo a Agência da ONU para Refugiados (Acnur), a crise já provocou o deslocamento de 7,7 milhões de cidadãos venezuelanos, número que deve crescer caso a transição fracasse. Organismos como a Organização dos Estados Americanos defendem que uma rápida retomada econômica é vital para conter novos fluxos migratórios.
Economistas lembram que, antes da derrocada institucional, a Venezuela produzia 3,2 milhões de barris de petróleo por dia; em 2023, o volume caiu para cerca de 700 mil, afetando toda a América do Sul.
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