EUA capturam petroleiro russo clandestino no Caribe e Atlântico
EUA capturam petroleiro russo clandestino no Caribe e Atlântico – A captura de um petroleiro ligado à Rússia, realizada na madrugada de quarta-feira (7), mobilizou forças navais norte-americanas em duas frentes: uma nas proximidades do Caribe e outra no Atlântico Norte.
Segundo Washington, a operação tem por objetivo reforçar o bloqueio ao petróleo proveniente da Venezuela que tenta driblar sanções internacionais, prática que também envolve embarcações russas.
Como foi a apreensão dos navios-tanque
As equipes de abordagem da Marinha dos Estados Unidos interceptaram os dois navios em águas internacionais, encerrando a travessia antes que o carregamento suspeito chegasse a portos de transbordo.
De acordo com nota oficial, os tripulantes receberam ordens para alterar a rota, e a carga será inspecionada em um destino sob supervisão norte-americana. As apreensões seguem diretrizes de sanções listadas pelo Departamento do Tesouro dos EUA, que proíbe qualquer comércio com petróleo venezuelano sem autorização.
Impacto das sanções e contexto geopolítico
Dados da Agência Internacional de Energia indicam que, mesmo sob restrições, a Venezuela exportou cerca de 650 mil barris diários em 2022, parte deles por rotas consideradas clandestinas.
A participação de petroleiros de bandeira russa tem aumentado desde 2021, quando Moscou intensificou a troca de combustíveis e alimentos por petróleo venezuelano, estratégia que contorna embargos econômicos impostos pelos EUA e União Europeia.
Especialistas em comércio marítimo afirmam que o rastreamento de navios com transponders desligados cresceu 26% no último ano, mostrando a sofisticação das redes de transporte ilegal.
No caso mais recente, a Marinha informou que não houve resistência armada dos tripulantes, mas investiga possíveis violações adicionais, inclusive falsificação de documentos de carga.

Para manter a pressão, Washington planeja ampliar a cooperação com países caribenhos, que fornecem dados de radares costeiros e satélites, dificultando o transbordo de petróleo sancionado em alto-mar.
Operações semelhantes já ocorreram em 2020 e 2021, quando os Estados Unidos apreenderam quatro cargas vindas do Irã destinadas à Venezuela, reforçando o precedente jurídico utilizado agora contra navios russos.
Ao mesmo tempo, analistas observam que a redução da receita petrolífera impacta diretamente a economia venezuelana, que teve queda de 30% no PIB entre 2013 e 2021, segundo o Banco Mundial.
No Brasil, autoridades acompanham o caso para avaliar reflexos nos preços internacionais do óleo e seus derivados, já que o país importa parte do diesel consumido pela frota nacional.
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