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terça-feira, fevereiro 24, 2026

EUA apreendem petroleiro russo com óleo venezuelano no Atlântico

EUA apreendem petroleiro russo com óleo venezuelano no Atlântico

EUA apreendem petroleiro russo com óleo venezuelano – A Guarda-Costeira dos Estados Unidos confirmou, na manhã de 7 de janeiro de 2026, a captura de dois navios-tanques acusados de transportar petróleo da Venezuela em desacordo com as sanções impostas por Washington.

A operação, realizada em águas internacionais, envolveu o petroleiro Marinera, de bandeira russa, e o M/T Sophia, considerado sem nacionalidade. Ambos foram escoltados para portos norte-americanos, gerando protestos imediatos de Moscou.

Operação em águas internacionais

Segundo o Departamento de Segurança Interna dos EUA, o Marinera foi interceptado na zona econômica exclusiva da Islândia após supostamente alterar nome e bandeira para despistar a fiscalização. A embarcação era rastreada havia semanas por suspeita de atuar na “dark fleet”, frota que opera com transponders desligados para ocultar origem e destino da carga.

Já o M/T Sophia foi localizado próximo ao Caribe realizando transferência de óleo em alto-mar, prática conhecida como ship-to-ship, comum em rotas que tentam contornar barreiras comerciais. De acordo com o Departamento do Tesouro dos EUA, operações semelhantes movimentaram cerca de 225 mil barris diários de petróleo venezuelano em 2025, apesar das restrições.

Sanções, perdas e reações

O bloqueio econômico contra a estatal PDVSA vigora desde 2019 e ampliou-se em 2023, após denúncias de violação dos direitos humanos no governo de Nicolás Maduro. Estimativas da Opep indicam que a produção venezuelana caiu de 2,2 milhões de barris/dia em 2017 para pouco mais de 700 mil em 2025.

Em nota, o Ministério dos Transportes da Rússia classificou a apreensão como “ato ilegal”, citando a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (1982) e defendendo a livre navegação de embarcações devidamente registradas. Washington, por sua vez, alega que o petróleo exportado financia redes de corrupção e viola resoluções internacionais.

A tensão se soma a episódios recentes envolvendo armadores iranianos e empresas chinesas, apontando para um endurecimento das patrulhas no Atlântico Norte e no Caribe. Especialistas em comércio marítimo alertam que o cerco aumenta o custo de frete e incentiva o uso de rotas mais longas, elevando o preço final da commodity.

No cenário interno venezuelano, economistas estimam que a evasão de divisas provocada pelas “dark fleet” retira até US$ 4 bilhões anuais dos cofres públicos, agravando a crise humanitária que levou mais de 7 milhões de pessoas a deixarem o país, segundo números da ONU.

No encerramento do comunicado, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, reiterou que “qualquer navio envolvido no tráfico de petróleo sancionado será alvo de interdição” e prometeu expandir a cooperação com guardas costeiras aliadas.

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Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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