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domingo, fevereiro 22, 2026

Entenda como homem é preso por manuseio ilegal de pólvora e arma de fogo em cumaru

Prisão por manuseio ilegal de pólvora em Cumaru expõe risco de explosão

Um homem foi preso em flagrante por manuseio ilegal de pólvora, fogos de artifício e posse irregular de arma de fogo em 04 de fevereiro de 2026, no distrito de Abreu do Fogo, em Cumaru, Agreste de Pernambuco. A prisão foi executada pelas equipes das delegacias de Cumaru e Riacho das Almas. Segundo a Polícia Civil, a operação evitou uma possível explosão que colocaria em risco moradores num raio de até três quilômetros, dada a quantidade de material explosivo apreendido.

Durante a abordagem, os agentes solicitaram a autorização do Exército para o manuseio ilegal de pólvora, mas o suspeito não apresentou nenhum documento. Além da pólvora, foram recolhidos fogos de artifício, munições novas e um revólver antigo herdado do pai. A prisão em flagrante ocorreu na casa do suspeito e se estendeu a imóveis de familiares, onde, segundo a Polícia Civil, funcionava um ponto de armazenamento e venda de explosivos em Cumaru. Dois fogões ligados no momento da ação aumentavam ainda mais o risco de ignição.

Moradores estavam em área de alto perigo

A quantidade de pólvora descoberta reforça a gravidade do manuseio ilegal de pólvora. O delegado Samuel, titular de Riacho das Almas, afirmou que uma faísca poderia causar uma explosão de grandes proporções. A prisão, portanto, evitou um desastre com potencial de atingir todo o distrito de Abreu do Fogo, em Cumaru. Conforme levantamento da Polícia Civil, moradores chegaram a relatar tremores em ocasiões anteriores, atribuídos a testes irregulares de fogos feitos pelo suspeito.

Falta de autorização agrava o crime

No Brasil, o manuseio ilegal de pólvora sem licença do Exército configura crime previsto no Estatuto do Desarmamento. A prisão em flagrante em Cumaru soma ainda o armazenamento indevido de material explosivo em ambiente residencial. Especialistas em segurança lembram que, além da prisão, o responsável pode responder por crime ambiental caso seja comprovado risco à comunidade. A Polícia Civil informou que exames periciais estão sendo feitos para dimensionar o volume total da pólvora.

Próximos passos na investigação

O suspeito continuará detido na Delegacia de Cumaru até audiência de custódia. Enquanto isso, inquérito apura se o manuseio ilegal de pólvora tinha fins comerciais. A Justiça avaliará pedido de prisão preventiva, e o material apreendido será destruído sob supervisão do Exército. Moradores podem encaminhar denúncias anônimas sobre manuseio ilegal de pólvora pelo Disque-Denúncia (81 – 3421-9595). A expectativa é concluir a investigação em 30 dias, prazo que pode ser prorrogado se surgirem novas provas.

Para mais informações sobre segurança pública em Pernambuco, acompanhe nossa cobertura em nossa editoria de Segurança.





Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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