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domingo, fevereiro 22, 2026

Emendas de bancada reduzem projetos estratégicos em PE

Emendas de bancada reduzem projetos estratégicos em PE

Emendas de bancada reduzem projetos estratégicos em PE – Levantamento sobre o Orçamento 2026 indica que, dos R$ 415,75 milhões reservados pelos deputados e senadores de Pernambuco, mais de 70% serão aplicados no custeio da saúde, enquanto obras estruturantes recebem fatias cada vez menores.

O comportamento difere do padrão observado até meados da década passada, quando o Executivo estadual negociava com a bancada para concentrar recursos em grandes projetos de infraestrutura.

Saúde abocanha R$ 290 milhões do total

O Incremento ao Custeio da Atenção Primária ficará com R$ 170 milhões e a Assistência Hospitalar e Ambulatorial, com R$ 120,62 milhões. Especialistas reconhecem a importância da área, mas alertam que a baixa previsibilidade do custeio permanente pode comprometer a eficiência do gasto.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que Pernambuco possui um dos menores gastos per capita em saúde entre os estados do Nordeste, o que ajuda a explicar a priorização das emendas, mas não a pulverização de verbas estruturais.

Projetos de infraestrutura ficam com menos de R$ 50 mi

Entre as obras listadas, a requalificação do Hospital da Restauração receberá apenas R$ 9,92 milhões, a reforma do Aeroporto de Caruaru R$ 7 milhões e a implantação da Nova Escola de Sargentos do Exército R$ 5,25 milhões.

O cenário contrasta com estados vizinhos. A bancada do Ceará destinará R$ 1,3 bilhão em 2026, dos quais R$ 104 milhões vão para segurança pública, enquanto a Bahia direcionará R$ 115,5 milhões à mesma área e R$ 133,45 milhões ao turismo, volumes muito superiores aos de Pernambuco.

Líderes políticos avaliam que a lógica do “orçamento secreto”, extinto em 2023 mas sucedido por emendas individuais turbinadas (R$ 40,25 milhões por parlamentar em 2026), reduziu o interesse coletivo em projetos de alcance estadual.

Sem articulação do Executivo, cada congressista prioriza demandas locais, alimentando a pulverização. A ausência de recursos para frentes como turismo e segurança pública, que receberam mais de R$ 200 milhões na soma de Bahia e Ceará, reforça a perda de fôlego de Pernambuco na disputa por investimentos estratégicos federais.

Para acompanhar outras análises sobre orçamento e gestão pública, visite nossa editoria de Política.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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