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sexta-feira, fevereiro 20, 2026

Eleições 2026: Milei diz preferir Bolsonaros no Brasil

Eleições 2026: Milei diz preferir Bolsonaros no Brasil

Eleições 2026 – Em recente entrevista a uma rádio de Buenos Aires, o presidente argentino Javier Milei afirmou que, caso pudesse escolher, “preferiria uma solução com os Bolsonaros” na próxima disputa presidencial brasileira, em vez do que chamou de “socialismo do século 21”.

O comentário gerou repercussão imediata nos círculos diplomáticos da América do Sul, reacendendo o debate sobre o impacto regional da política brasileira.

Declaração e repercussão internacional

Milei foi questionado sobre como a eleição brasileira pode influenciar os rumos econômicos do Mercosul. Ele respondeu que “um alinhamento liberal” facilitaria acordos bilaterais e citou o ex-presidente Jair Bolsonaro como exemplo de “agenda de mercado”.

Chancelarias de países vizinhos evitaram reação oficial, mas diplomatas brasileiros ouvidos reservadamente lembram que a Constituição veta interferência estrangeira em assuntos eleitorais. O Tribunal Superior Eleitoral reforça que campanhas internacionais para candidatos brasileiros configuram irregularidade.

Contexto: panorama da corrida eleitoral

Os principais partidos ainda não oficializaram nomes para 2026, mas aliados de Bolsonaro mantêm pré-campanha ativa nas redes. De acordo com dados consolidados do TSE, Bolsonaro obteve 58,2 milhões de votos no segundo turno de 2022, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva venceu com 60,3 milhões.

Analistas ouvidos pelo portal indicam que a defesa de Milei pode mobilizar o eleitorado ideologicamente alinhado, mas também tende a reforçar o discurso de soberania nacional dos adversários.

Impacto econômico e agendas em pauta

Especialistas alertam que as relações comerciais entre Brasil e Argentina — responsáveis por movimentar cerca de US$ 30 bilhões anuais, segundo o Ministério da Indústria do país vizinho — podem ser afetadas pela afinidade ou divergência política entre os futuros presidentes.

Para 2024, está prevista a revisão do acordo automotivo e, até 2028, a negociação de tarifas comuns no Mercosul, temas que exigem cooperação independentemente da coloração partidária em Brasília ou Buenos Aires.

No encerramento da entrevista, Milei disse “respeitar a vontade dos brasileiros”, mas reiterou que prefere “o liberalismo econômico à expansão do Estado”, ecoando a plataforma que o elegeu em 2023.

No cenário ainda incerto, partidos brasileiros seguem calibrando estratégias, atentos à crescente influência de líderes estrangeiros na opinião pública digital. Para acompanhar a evolução desse quadro político, visite nossa editoria de Política.


Crédito da imagem: Divulgação

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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