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domingo, fevereiro 22, 2026

Eduardo Bolsonaro desafia ordem da PF e mantém cargo

Eduardo Bolsonaro desafia ordem da PF e mantém cargo

Eduardo Bolsonaro desafia ordem da PF e mantém cargo – Na última sexta-feira (2 de janeiro), o ex-deputado afirmou que não voltará ao Brasil nem entregará, “de mãos beijadas”, o posto de escrivão da Polícia Federal (PF) ao qual foi reconvocado.

Em vídeo publicado nas redes sociais, ele disse que “ficará firme” para preservar o concurso conquistado em 2009, além do porte de arma e da aposentadoria vinculada à corporação.

Por que a PF quer o retorno imediato

A Diretoria de Gestão de Pessoas da PF publicou portaria no Diário Oficial da União determinando o retorno imediato de Eduardo à Delegacia de Angra dos Reis (RJ).

A licença concedida para o exercício do mandato parlamentar perdeu validade depois que a Mesa Diretora da Câmara declarou, em 18 de dezembro, a perda de seu mandato por faltas sucessivas, conforme informações da própria Polícia Federal.

Argumentos do ex-deputado e contexto familiar

Vivendo no Texas desde março de 2025, Eduardo alega que não há “condições” de voltar ao Brasil porque acompanha a recuperação do pai, Jair Bolsonaro, que continua custodiado na superintendência da PF em Brasília após cirurgias.

Ele também afirma ser alvo de perseguição política e critica a cúpula atual da corporação, comparando-a a “bajuladores de tiranos”.

Regras para servidores afastados

De acordo com a Lei 8.112/1990, servidores eleitos para cargos legislativos têm direito a licença sem vencimentos, mas a prerrogativa termina quando não existe mais mandato legítimo.

Especialistas em direito administrativo lembram que a reincorporação ao quadro é automática e, se o servidor permanecer no exterior sem autorização, pode incorrer em abandono de cargo, sujeito a demissão.

Trajetória na Polícia Federal

Eduardo Bolsonaro ingressou na PF em 2010 e atuou em Guajará-Mirim (RO), Guarulhos (SP), São Paulo (SP) e Angra dos Reis (RJ) até 2014, ano em que foi eleito deputado federal.

Segundo dados do Atlas do Servidor Público, pouco mais de 1% dos policiais federais licenciados para mandato eletivo retornam à função original após longas ausências, cenário que torna o caso atípico.

No desfecho do vídeo, ele garante que “lutará até o fim” para impedir que o concurso seja anulado.

O Ministério da Justiça e a PF não comentaram se adotarão medidas disciplinares adicionais caso o retorno não ocorra.

Para acompanhar outras movimentações do cenário político, acesse nossa editoria de Política.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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