Dívida pública brasileira ultrapassa R$ 8 tri no governo Lula
Dívida pública brasileira – O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) chegou a R$ 8,48 trilhões, nível recorde já registrado pelas estatísticas do Tesouro Nacional.
O montante é 4,3 % superior ao observado no encerramento de 2023, quando o indicador somava R$ 8,13 trilhões, e coloca cada brasileiro em uma dívida per capita próxima de R$ 40 mil.
Por que o endividamento cresceu
Segundo o Tesouro, a alta decorre principalmente da emissão de títulos prefixados e indexados à inflação para financiar o déficit primário e rolar vencimentos.
Além disso, a taxa Selic em 10,50 % ao ano encarece a despesa com juros, pressionando a necessidade de novos aportes. Em 12 meses, o custo médio da dívida subiu de 10,9 % para 11,5 %.
Comparação histórica e risco fiscal
Em termos de Produto Interno Bruto (PIB), a dívida bruta do governo geral saltou de 72,8 % para 74,1 % entre dezembro e abril, mostraram dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Analistas apontam que a meta de déficit zero prevista no novo arcabouço fiscal dependerá do avanço de medidas de aumento de receita e controle de gastos, como a reforma do imposto de renda e o corte de subsídios.
Próximos passos da política econômica
A Secretaria do Tesouro pretende alongar o perfil da dívida, reduzindo a participação de títulos de curto prazo. O leilão desta semana ofertará NTN-B com vencimento em 2035 e 2045.

Já o Ministério da Fazenda reafirma que o foco é aprovar o programa de parceria público-privada para infraestrutura, visto como motor de crescimento e arrecadação.
Especialistas indicam que o cenário internacional, com juros ainda elevados em economias desenvolvidas, exige credibilidade adicional da política fiscal para evitar a fuga de capitais e a escalada do dólar.
No fim das contas, o comportamento da dívida será decisivo para o ritmo dos cortes de juros pelo Banco Central ao longo de 2024.
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