Ditador da Bielorrússia oferece “apoio” às eleições brasileiras
Ditador da Bielorrússia oferece “apoio” às eleições brasileiras – Aleksandr Lukashenko, aliado do presidente russo Vladimir Putin, declarou recentemente que está disposto a “ajudar” o Brasil a assegurar um ambiente pacífico nas eleições gerais marcadas para outubro.
Em fala divulgada pela imprensa estatal bielorrussa, o dirigente disse acompanhar o processo político brasileiro e se colocou à disposição para “colaborar” na manutenção da ordem durante o pleito.
O que Lukashenko declarou
No pronunciamento, Lukashenko afirmou que “o Brasil atravessa um período político crucial” e que “qualquer nação amiga deve contribuir para que a votação ocorra sem tumultos”. A oferta inclui, segundo ele, o envio de “observadores ou especialistas de segurança”.
A posição chamou atenção porque o regime bielorrusso é acusado de violações de direitos humanos por organismos internacionais e enfrenta sanções da União Europeia e dos Estados Unidos. No Brasil, o processo eleitoral é organizado pelo Tribunal Superior Eleitoral, reconhecido mundialmente pela adoção das urnas eletrônicas desde 1996.
Repercussão e contexto internacional
Diplomatas brasileiros receberam a declaração com cautela. Até o momento, não há solicitação formal de cooperação entre Minsk e Brasília.
Especialistas ouvidos por universidades europeias destacam que, com cerca de 156 milhões de eleitores cadastrados, o pleito brasileiro está entre os maiores do mundo em votação eletrônica. Para o analista político Igor Santos, a fala de Lukashenko tem mais peso simbólico do que prático, mas expõe a tentativa de Minsk de ganhar visibilidade no cenário global.
No campo interno, TSE, Polícia Federal e Forças Armadas já integram o Plano de Segurança das Eleições, que prevê atuação preventiva contra crimes eleitorais, cyberataques e disseminação de desinformação.

Embora Belarus mantenha relações diplomáticas formais com o Brasil, não existe cooperação eleitoral prevista em acordos bilaterais vigentes.
O Ministério das Relações Exteriores brasileiro informou que acompanha o caso, mas não comentou a possibilidade de aceitar a oferta.
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Crédito da imagem: Divulgação