Danos pulmonares da maconha surgem mais cedo, indica estudo
Danos pulmonares da maconha – Um levantamento canadense com 139 fumantes de cannabis, publicado recentemente no European Respiratory Journal, encontrou alterações moleculares e estruturais nos pulmões de jovens com idade média de 27 anos.
Os dados reforçam que a fumaça da cannabis não é “mais leve” do que a do cigarro comum e que os prejuízos respiratórios aparecem até em consumidores exclusivos da erva.
Alterações aparecem já na casa dos 20 anos
Tomografias e ressonâncias mostraram enfisema radiográfico e áreas mal ventiladas em participantes na faixa dos 20 e poucos anos.
Além da imagem, exames de função pulmonar evidenciaram redução no fluxo de ar, enquanto sintomas como tosse e falta de ar foram relatados com maior frequência em comparação ao grupo que nunca fumou.
Fumaça sobreposta amplia o risco
O estudo também observou que 84% dos usuários combinam maconha com cigarros comuns ou vapes, criando um “combo” capaz de acelerar as lesões pulmonares.
Nível celular analisou aumento da proteína MUC5AC, responsável pela produção excessiva de muco e associada ao desenvolvimento de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Segundo orientação do Instituto Nacional de Câncer (INCA), qualquer forma de fumaça inalada desencadeia processos inflamatórios semelhantes.

Dose e frequência importam
Há uma “escadinha” de danos: quanto maior a quantidade e a frequência do uso, mais intensas as alterações detectadas por imagem e pelos testes de função pulmonar.
A precocidade dos achados preocupa especialistas, pois parte dessas lesões tende a se tornar permanente, seguindo padrão já conhecido no tabagismo.
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Crédito da imagem: Divulgação