Cultura rato no Recife: estética periférica viraliza
Cultura rato no Recife: estética periférica viraliza – A chamada “cultura rato”, movimento surgido nas periferias do Recife, ganhou destaque durante o carnaval ao circular nas redes sociais com blocos, roupas e performances.
Entre os registros que viralizaram estão o bloco “Ratas Peso” e o chamado Ratos Bar, montado em um canal de esgoto na comunidade de Lemos Torres, na Zona Norte.
Origem e símbolos
Pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) apontam que a estética une humor, identidade periférica e dinâmicas digitais.
O professor Thiago Soares, da UFPE, relaciona a apropriação do rato à visibilidade proporcionada pelas redes e ao uso do humor como estratégia para ressignificar estigmas; veja mais sobre a UFPE aqui.
Redes, lideranças e reflexos culturais
Nas publicações, o influenciador Danilo Silva aparece como líder do movimento, autodenominado “mestre dos ratos” e responsável pelo Ratos Bar, ponto de encontro em Lemos Torres.
A estética inclui cortes de cabelo, roupas e acessórios — como correntes e brincos de prata — e performances que misturam ironia e festejo, segundo relatos de participantes e pesquisadores.
Relações com trajetórias culturais do Recife
Especialistas observam paralelo simbólico com movimentos locais anteriores que transformaram imagem e espaço urbano em arte, como o Manguebeat, ao mesmo tempo em que destacam diferenças de tom e intenção.
Ao assumir o rato como figura central, criadores da cena buscam transformar estigmas em elementos de pertencimento e reconhecimento coletivo.
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Crédito da imagem: Foto G1