Crise entre Poderes trava crescimento econômico do Brasil
Crise entre Poderes trava crescimento econômico do Brasil – A desarmonia que envolve Executivo, Legislativo e Judiciário, somada à baixa eficiência do gasto público, impede que o país converta planos em ações concretas.
A cada virada de ano, cresce o passivo de promessas não cumpridas. Enquanto o Brasil busca acelerar a roda da economia, a combinação de dívida pública elevada, burocracia excessiva e incerteza institucional continua travando investimentos privados e a geração de empregos.
Desarmonia institucional afeta economia
Sem definição clara do papel de cada Poder, a interferência mútua e as disputas políticas prolongam-se e tornam o ambiente de negócios menos previsível. De acordo com dados do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país vem crescendo em média abaixo de 2% na última década, desempenho insuficiente para reduzir desigualdades.
A elevada carga tributária, aliada à dificuldade de obter crédito competitivo, reduz a margem das empresas e afasta investidores estrangeiros. Paralelamente, a corrupção e o uso político de estatais ampliam o custo do Estado e alimentam a desconfiança social.
Eficiência e cidadania como saída
Especialistas em gestão pública apontam que renegociar a dívida, revisar subsídios ineficientes e digitalizar serviços são medidas urgentes para cortar desperdícios. Outro ponto-chave é modernizar a lei de licitações, agilizando obras essenciais sem perder transparência.
A participação da sociedade civil pode acelerar essa virada. Organizações não governamentais e universidades já oferecem estudos com boas práticas de governança que, se adotadas, destravariam projetos de infraestrutura e ampliariam a oferta de empregos qualificados.

Somente com cooperação entre governo, iniciativa privada e academia será possível transformar expectativas em resultados concretos, reposicionando o Brasil como nação competitiva no presente—e não em um futuro indefinido.
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