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quarta-feira, fevereiro 25, 2026

Compulsão alimentar: sinais, riscos e quando buscar ajuda

Compulsão alimentar: sinais, riscos e quando buscar ajuda

Compulsão alimentar: sinais, riscos e quando buscar ajuda — Compulsão alimentar é um transtorno caracterizado por episódios de ingestão de grandes quantidades de comida em curto tempo, normalmente acompanhados por culpa e ansiedade.

No Brasil, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 4,7% da população convive com o problema, quase o dobro da média global de 2,6%.

O que caracteriza a compulsão alimentar

Os principais indicativos são perda de controle diante da comida mesmo sem fome física e sofrimento emocional após as crises. Quando esses episódios se repetem, ao menos uma vez por semana, há sinal de alerta para avaliação clínica.

Especialistas explicam que o transtorno não se resume a “falta de força de vontade”, mas envolve alterações neurobiológicas no sistema de recompensa do cérebro. O distúrbio pode ocorrer tanto em pessoas com obesidade quanto em indivíduos com peso considerado adequado, desmistificando outro preconceito.

Pressão estética e medicamentos

A constante exposição nas redes sociais a padrões de magreza potencializa comportamentos alimentares nocivos. A busca por resultados rápidos levou ao uso de medicamentos como o semaglutida (nome comercial Ozempic), originalmente indicado para diabetes e obesidade.

Profissionais de saúde alertam que, sem acompanhamento médico, a substância pode mascarar sintomas apenas por um período, sem tratar as causas psiquiátricas do transtorno. A OMS reforça a necessidade de abordagens integradas envolvendo psiquiatras, psicólogos e nutricionistas — confira recomendações atualizadas neste relatório oficial.

Quando procurar acompanhamento profissional

A orientação é buscar ajuda sempre que a relação com a comida causar prejuízos na rotina, sofrimento frequente ou sensação de perda de controle. O tratamento costuma ser multidisciplinar, unindo intervenções farmacológicas, terapia cognitivo-comportamental e educação nutricional.

Medidas de autocuidado complementares, como prática regular de atividade física e técnicas de manejo do estresse, também colaboram para a recuperação, embora não substituam o suporte especializado.

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Crédito da imagem: Divulgação / JC Imagem

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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