Combate ao antissemitismo: governo foca em educação
Combate ao antissemitismo: governo foca em educação – Representantes do Executivo federal e de diferentes setores da comunidade judaica estiveram no Palácio do Planalto, na última quarta-feira (28), para alinhar estratégias que previnam crimes de ódio por meio de políticas educacionais.
Pesquisadores de cinco estados, rabinos, movimentos sociais e membros de ministérios discutiram iniciativas que reforcem a tolerância e o respeito à diversidade nas escolas brasileiras.
Reunião no Planalto reúne Estado e sociedade civil
O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, destacou que a construção de propostas concretas depende do diálogo permanente com quem sofre o preconceito. Ele lembrou a contribuição histórica da comunidade judaica em áreas como ciência, cultura e empreendedorismo.
Ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann afirmou que o enfrentamento ao antissemitismo integra o compromisso do governo de combater toda forma de discriminação. Já a titular de Direitos Humanos, Macaé Evaristo, relacionou a preservação da democracia ao combate à intolerância.
Educação como principal ferramenta contra o ódio
A historiadora Lilia Schwarcz defendeu que o tema seja tratado de maneira transversal nos currículos, e não apenas no estudo pontual do Holocausto. Segundo ela, políticas de letramento crítico produzem empatia e reduzem discursos extremistas.
Dados do 17º Anuário Brasileiro de Segurança Pública indicam que denúncias de crimes motivados por intolerância religiosa cresceram 35 % em cinco anos, reforçando a urgência de ações contínuas. O documento, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostra também aumento de ameaças virtuais, o que exige campanhas de conscientização dentro e fora da escola.
Base legal e próximos passos
O Brasil já criminaliza a discriminação religiosa pela Lei nº 7.716/1989 e reforça o direito à liberdade de culto na Constituição de 1988. Tratados internacionais, como a Convenção contra a Discriminação Racial (1965), dão suporte adicional às futuras políticas públicas.

A expectativa é que um grupo interministerial apresente, nos próximos meses, um plano de ação que inclua capacitação de professores, produção de material didático e a criação de canais de denúncia especializados.
O governo pretende ainda firmar parcerias com museus e centros culturais para ampliar a divulgação da memória do Holocausto e de outras violações de direitos humanos.
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Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil