Combate à desinformação: jornalismo nas eleições 2026
Combate à desinformação: jornalismo nas eleições 2026 – No ano eleitoral de 2026, vídeos, áudios e imagens gerados por inteligência artificial elevam o risco de manipular o debate público brasileiro.
O presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Marcelo Rech, alerta que as deepfakes podem dificultar a identificação da verdade e transformar eleitores em alvo de campanhas digitais de mentira.
Tecnologia amplia o poder das fake news
Ferramentas de IA permitem forjar discursos e rostos com realismo impressionante, tornando o conteúdo falso quase indistinguível do real. O compartilhamento em massa nas redes sociais encurta o tempo de checagem e favorece a desinformação.
Desde 2019, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mantém programa permanente de combate às mentiras e informa ter derrubado mais de 2,3 mil conteúdos enganosos em 2022, segundo dados oficiais.
Responsabilidade redobrada da imprensa profissional
Marcelo Rech destaca que o jornalismo, ao verificar dados, consultar múltiplas fontes e contextualizar fatos, atua como escudo contra boatos. O contraditório continua bem-vindo, mas não pode existir dúvida sobre a existência do fato.
Rotinas de checagem, uso de bancos de dados abertos e ferramentas de análise de imagens ajudam repórteres a desmontar “falsidades profundas” antes que elas ganhem tração nas plataformas digitais.

Essa postura, afirma o dirigente, preserva o direito do eleitor à informação confiável e fortalece a democracia diante de ataques que tentam criar realidades alternativas.
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Crédito da imagem: Divulgação