Cessar-fogo em Gaza: Rafah reabre para feridos e doentes
Cessar-fogo em Gaza: Rafah reabre para feridos e doentes – A passagem de fronteira de Rafah, entre a Faixa de Gaza e o Egito, voltou a operar de forma limitada em 1º de fevereiro de 2026, marcando a segunda fase do acordo de cessar-fogo negociado por Estados Unidos, Israel e Hamas.
O governo israelense classificou a abertura como “experimental”, permitindo a circulação de um grupo restrito de pessoas. Uma liberação mais ampla, nos dois sentidos, foi anunciada para 2 de fevereiro de 2026.
Reabertura gradual de Rafah
Segundo o Cogat, órgão militar israelense responsável por assuntos civis nos territórios, apenas moradores de Gaza poderão atravessar a pé nesta etapa. A expectativa é de que novas listas de autorizados sejam divulgadas diariamente, de acordo com as condições de segurança.
Especialistas apontam que Rafah passou quase dois anos fechada para o trânsito regular. A retomada parcial é considerada crucial para destravar o fluxo de ajuda humanitária, conforme relatório da Organização das Nações Unidas.
Pacientes aguardam tratamento fora de Gaza
O Ministério da Saúde palestino estima em 20 mil o número de doentes e feridos que precisam sair do enclave para cirurgias e terapias especializadas. Hospitais locais operam com menos de 30% da capacidade, segundo dados cruzados da OMS.
Entre as prioridades estão pacientes oncológicos, crianças com traumas severos e vítimas de explosões ocorridas durante violações do cessar-fogo. No ataque mais recente, em 31 de janeiro, 30 pessoas morreram após bombardeio israelense nas cercanias de Khan Younis.
Impasse com organizações humanitárias
Enquanto Rafah reabre, o Ministério da Diáspora de Israel suspendeu a atuação do Médicos Sem Fronteiras (MSF) em Gaza. A ONG recusou-se a entregar listas com nomes de funcionários palestinos, exigência imposta por Tel Aviv para renovar credenciamento.

O MSF alegou falta de garantias de segurança e informou que deixará o território até 28 de fevereiro, caso o veto seja mantido. A medida gera apreensão, já que a entidade responde por parte significativa dos atendimentos de emergência no sul de Gaza.
A continuidade do cessar-fogo depende ainda de etapas políticas mais complexas, entre elas a criação de um governo técnico palestino e o eventual desarmamento do Hamas, ponto rejeitado pelo grupo islâmico.
No cenário de incertezas, a reabertura de Rafah sinaliza um alívio imediato para milhares de civis. Para acompanhar outras atualizações sobre conflitos no exterior, visite nossa editoria Mundo.
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