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terça-feira, fevereiro 24, 2026

Censura no Irã e Venezuela: internet bloqueada

Censura no Irã e Venezuela: internet bloqueada

Censura no Irã e Venezuela: internet bloqueada – A recente decisão de Teerã de cortar o acesso à internet durante protestos e as restrições impostas a jornalistas em Caracas recolocam os dois países no centro do debate global sobre liberdade de expressão.

Ambas as nações já figuram entre as piores posições no ranking 2023 da Repórteres sem Fronteiras (RSF): o Irã aparece em 177.º lugar, enquanto a Venezuela ocupa a 159.ª posição, em um universo de 180 países analisados.

Bloqueios digitais e repressão nas ruas

Segundo o observatório independente NetBlocks, o Irã registrou mais de 15 interrupções generalizadas de conectividade em 2023, afetando redes móveis e fixas conforme dados da RSF.

A tática, aplicada novamente no fim de dezembro, busca impedir a organização de atos e a divulgação de vídeos nas redes sociais. A população, porém, recorre a VPNs e redes alternativas para driblar o apagão.

Proibição de câmeras e perseguição a repórteres

Na Venezuela, a nova presidente interina, Delcy Rodríguez, manteve o cerco iniciado por Nicolás Maduro ao vetar a entrada de profissionais estrangeiros e confiscar equipamentos de filmagem em áreas estratégicas de Caracas.

A Associação Venezuelana de Jornalistas contabilizou mais de 280 violações à liberdade de imprensa no ano passado, entre detenções temporárias, agressões e remoções forçadas de conteúdo.

Analistas políticos ressaltam que o controle da narrativa se intensificou após os Estados Unidos anunciarem sanções adicionais ao setor petrolífero, aumentando a dependência do governo venezuelano de aliados internos e reduzindo ainda mais a transparência.

No cenário iraniano, lideranças estudantis apontam que o bloqueio digital amplia o desconhecimento sobre mortes e prisões, o que dificulta o monitoramento externo de abusos de direitos humanos.

Para especialistas, ambas as situações evidenciam que, onde a informação circula, a democracia respira; quando é sufocada, prosperam a desconfiança e a violência institucional.

Enquanto organizações internacionais cobram o restabelecimento imediato dos serviços e da livre atuação da imprensa, cidadãos tentam manter viva a troca de dados em aplicativos criptografados e mídias underground.

No Brasil, entidades como a Abraji acompanham os desdobramentos e alertam para os reflexos regionais de políticas de censura.

Para mais notícias sobre o cenário internacional, acompanhe nossa editoria Mundo.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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