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segunda-feira, fevereiro 23, 2026

Captura de Nicolás Maduro emociona venezuelanos no Recife

Captura de Nicolás Maduro emociona venezuelanos no Recife

Captura de Nicolás Maduro emociona venezuelanos no Recife – A notícia da prisão do presidente venezuelano, na madrugada de 3 de janeiro de 2026, provocou lágrimas de alívio no editor de mídias Henry Luna, 40 anos, que vive na capital pernambucana desde 2019.

O imigrante foi acordado às 6h pela sogra, que alertou sobre bombardeios em bases militares e a detenção do mandatário. “Era algo que todos esperávamos”, resumiu ele durante entrevista à Rádio Jornal.

Violência do regime marcou a vida de Henry

Técnico em audiovisuais, Henry cresceu sob o governo de Hugo Chávez e acompanhou de perto a escalada de repressão de Nicolás Maduro. Ele cita ações de atiradores de elite contra manifestantes e o medo imposto pelos chamados “coletivos”, grupos armados pró-governo.

Diante da crise, deixou Caracas em 2018, atravessou a Colômbia e chegou ao Brasil, onde chegou a dormir no chão de aeroportos antes de ser acolhido por instituições religiosas no Recife.

Planos de reconstrução e panorama dos refugiados

Mesmo com explosões reportadas em Caracas, Henry acredita que a oposição, liderada por María Corina Machado e Edmundo González, possui roteiro detalhado para resgatar economia e educação venezuelanas. Ele recorda que a detenção ocorreu em 3 de janeiro, mesma data em que Manuel Noriega foi preso em 1990.

Segundo estimativas da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), mais de 7,7 milhões de venezuelanos já deixaram o país, sendo cerca de 427 mil registrados no Brasil. Pernambuco abriga cerca de 9 mil, muitos amparados por organizações de acolhimento e pela Operação Acolhida do governo federal.

Para Henry, a prioridade agora é garantir segurança civil e executar reformas econômicas. “As incertezas acabaram hoje. É hora de colocar os planos em prática”, afirmou, destacando a importância do apoio internacional.

No fim da entrevista, ele fez questão de explicar que foi ao estúdio para evitar ruídos de comunicação. “A Venezuela, para mim, não é um país, é um sentimento”, concluiu.

Para acompanhar outras atualizações sobre o cenário internacional, visite nossa editoria Mundo.


Crédito da imagem: Divulgação / Associated Press

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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