Captura de Nicolás Maduro eleva tensão internacional
Captura de Nicolás Maduro – A confirmação de que forças norte-americanas detiveram o presidente venezuelano e a primeira-dama, Cilia Flores, nas primeiras horas de 3 de janeiro, intensificou alertas diplomáticos em várias capitais.
Analistas ouvidos por veículos de imprensa apontam risco de mudança profunda na arquitetura de segurança global, comparando a operação a antigos precedentes que confrontaram o direito internacional.
Operação relâmpago e reação da comunidade global
Em mensagem publicada nas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a ação foi “cirúrgica” e contou com suporte de unidades de aplicação da lei. Em poucas horas, governos europeus, Rússia e China solicitaram posição formal da Organização das Nações Unidas (ONU).
A mestre em ciência política Deijenane Santos avalia que a entrada de tropas em território soberano representa violação clara da Carta da ONU — documento que, segundo o site oficial das Nações Unidas, protege a integridade de Estados-membros desde 1945.
Impactos estratégicos na América Latina
Para o professor e pesquisador Thales Castro, a ofensiva indica que Washington deve exercer influência “de forma mais agressiva” no continente, priorizando a contenção de regimes que considera hostis.
Apesar do cenário de tensão, o também cientista político Antonio Lucena descarta reação armada de vizinhos sul-americanos. Ele lembra que, segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), os gastos militares da região não chegam a 5% do orçamento do Pentágono.

Sucessão e futuro da Venezuela
Especialistas preveem governo de transição voltado à convocação de eleições auditáveis. Nomes como María Corina Machado, Delcy Rodríguez e Vladimir Padrino López despontam em disputas internas, enquanto tribunais norte-americanos devem julgar Maduro por suposta ligação com o narcotráfico.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) estima que mais de 7,7 milhões de venezuelanos já deixaram o país desde 2015, fluxo que pode aumentar caso a instabilidade se prolongue.
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