Brasileira espionada em banheiro de metrô no Canadá vê agressor preso
Brasileira espionada em banheiro de metrô no Canadá vê agressor preso – A pernambucana Priscilla Costa, 36 anos, contou que o suspeito de observá-la dentro do banheiro feminino da Kipling Station, em Toronto, foi localizado e preso pela polícia canadense, duas semanas após o crime.
A informação foi confirmada à vítima por um detetive responsável pelo caso, que relatou ainda que o homem passará por audiência de custódia. Priscilla descreveu a notícia como um “alívio” e reforçou que a prisão protege outras mulheres que usam o transporte público.
Como ocorreu o crime
O episódio aconteceu em 9 de janeiro, quando o agressor subiu no vaso sanitário da cabine ao lado e espionou a brasileira por cima da divisória. Assustada, ela reagiu com gritos e empurrões, fazendo o homem fugir.
No dia seguinte, a pernambucana registrou boletim de ocorrência e acionou a Toronto Transit Commission (TTC). A ausência de ajuda imediata de outros passageiros e de um funcionário da estação tornou o caso ainda mais traumático, segundo Priscilla.
Investigação e contexto de segurança
O suspeito, cujo nome não foi divulgado pela polícia, foi detido em 16 de janeiro. A condução rápida do inquérito foi destacada pela vítima em vídeo publicado nas redes sociais, onde ela incentivou mulheres a denunciarem assédios semelhantes.
No Brasil, casos de importunação sexual em transporte coletivo vêm crescendo: o Fórum Brasileiro de Segurança Pública registrou aumento de 22,2% entre 2022 e 2023 nas capitais, somando 4.168 ocorrências segundo levantamento do FBSP. Especialistas apontam que a formalização da denúncia é fundamental para que agressores sejam identificados e responsabilizados.
Especialistas também recomendam que vítimas preservem provas, procurem testemunhas e acionem imediatamente autoridades locais. Em viagens internacionais, consulados brasileiros podem orientar sobre procedimentos e direitos no exterior.

A prisão do agressor de Priscilla reforça a importância da notificação rápida às autoridades, mesmo quando o crime ocorre fora do país de origem da vítima.
No Canadá, a legislação considera crime tanto a importunação sexual quanto a invasão de privacidade em ambientes restritos, prevendo penas que podem chegar a cinco anos de reclusão.
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Crédito da imagem: Divulgação