BNDES libera R$ 4 bi do Fnac para companhias aéreas
BNDES libera R$ 4 bi do Fnac para companhias aéreas – O contrato que destrava o montante foi assinado na última segunda-feira (29), marcando a chegada de uma nova fonte de crédito ao setor aéreo brasileiro.
Os financiamentos, já autorizados pelo Congresso em 2024, poderão ser contratados a partir do primeiro trimestre de 2026, segundo o Ministério de Portos e Aeroportos.
Como funciona a linha de crédito
O pacote reúne seis modalidades que vão da compra de aeronaves fabricadas no País à aquisição de combustível sustentável de aviação (SAF). As taxas variam entre 6,5% e 7,5% ao ano.
Os recursos serão transferidos gradualmente do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac) para o BNDES, sempre que um projeto receber aval do Comitê Gestor do fundo. O teto anual ainda será definido pelo colegiado.
Contrapartidas exigidas das empresas
Para acessar o dinheiro, as companhias terão de ampliar a participação de voos na Amazônia Legal e no Nordeste em relação aos patamares de 2024, além de adotar SAF em proporção capaz de reduzir as emissões de CO₂ em 1 ponto percentual anual até alcançar 10%.
Também ficará vedado o aumento na distribuição de lucros aos acionistas durante o período de carência do empréstimo.
Contexto e impacto no mercado
A ampliação de crédito era reivindicada pela aviação civil desde a pandemia, quando o setor não recebeu socorro federal. De acordo com dados da Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE, o transporte aéreo registrou retração de 36% em 2020, recuperando-se gradualmente para superar o nível pré-crise apenas em 2023.

Enquanto aguardavam o Fnac, Gol e Azul recorreram ao Capítulo 11 nos Estados Unidos. Após sair da recuperação judicial, a Gol voltou a defender que a distribuição do fundo seja “equilibrada” entre as companhias, enquanto a Latam destaca a importância de diferenciar taxas de acordo com o risco de cada empresa.
No mercado, a expectativa é de que os R$ 4 bilhões reduzam custos de capital, viabilizem frota mais eficiente e deem fôlego à expansão regional, sobretudo em aeroportos de menor porte do Norte e Nordeste.
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Crédito da imagem: Divulgação