Barraqueiros de Porto de Galinhas negam homofobia em agressão
Barraqueiros de Porto de Galinhas negam ter praticado homofobia ou cobrado valores acima do combinado na confusão que terminou em agressões contra um casal de turistas no Litoral Sul de Pernambuco, no último sábado (27).
Em vídeo divulgado nas redes sociais dois dias após o episódio, 11 comerciantes apresentaram sua versão e sustentam que o preço de R$ 80 pelo aluguel de cadeiras e guarda-sol já havia sido informado aos visitantes.
Vídeo reúne 11 comerciantes e contesta versão dos turistas
Nas imagens, o garçom Erivaldo dos Santos afirma ter sido agredido primeiro depois que um dos clientes recusou-se a pagar o valor estipulado.
Outros barraqueiros reforçam que o casal, de Mato Grosso, estaria alcoolizado e teria iniciado a discussão quando pediu desconto de R$ 30 no total.
Até o momento, 14 suspeitos foram identificados pela Polícia Civil. A Secretaria de Defesa Social de Pernambuco informou que todos devem ser intimados a prestar depoimento; mais detalhes podem ser acompanhados no site oficial da SDS-PE.
Investigação inclui possível motivação homofóbica
Os turistas Johnny Andrade e Cleiton Zanatta sustentam que a cobrança extra teria caráter discriminatório. Eles registraram boletim de ocorrência e passaram por atendimento médico devido a ferimentos no rosto e dores no corpo.
Apesar da negativa dos comerciantes, a Delegacia de Porto de Galinhas apura se houve crime de homofobia, previsto na Lei nº 7.716/1989. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que o Brasil registrou 4.287 ocorrências de violência contra pessoas LGBTQIA+ em 2022, alta de 28% em relação ao ano anterior, o que reforça a importância da linha de investigação.
A Associação dos Barraqueiros de Porto de Galinhas declarou que aguarda o avanço das apurações para se pronunciar oficialmente, mas repudiou “qualquer ato de violência”.

Como proceder em casos de agressão ou discriminação na praia
Especialistas recomendam acionar imediatamente a Polícia Militar pelo 190 e procurar a unidade policial mais próxima para lavrar o boletim de ocorrência.
Se houver indícios de LGBTfobia, a denúncia também pode ser registrada na Central 180 ou no site do Ministério dos Direitos Humanos. É fundamental guardar provas, como vídeos e recibos, para fortalecer o inquérito.
Visitantes ainda podem consultar no local o quadro de preços obrigatório, segundo a Lei Municipal nº 3.327/2019, que regula o comércio ambulante nas praias de Ipojuca, evitando cobranças inesperadas.
Para mais detalhes e outras ocorrências, acesse nossa editoria de Segurança.
Crédito da imagem: Divulgação