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domingo, fevereiro 22, 2026

Alianças políticas em PE mudam após movimentos de João Campos

Alianças políticas em PE mudam após movimentos de João Campos

Alianças políticas em PE mudam após movimentos de João Campos – A movimentação recente do prefeito do Recife, João Campos (PSB), desencadeou uma reconfiguração silenciosa nas forças partidárias de Pernambuco, alterando o eixo de poder dentro da federação PP–União Brasil e aproximando Miguel Coelho (UB) da governadora Raquel Lyra (PSDB).

A articulação, capitaneada pelo deputado federal Eduardo da Fonte (PP), visa reduzir incertezas sobre 2024 e, principalmente, pavimentar o caminho para 2026, quando Lyra buscará a reeleição.

Reacomodação na federação PP–União Brasil

Desde o segundo semestre, reuniões reservadas reposicionaram as lideranças da federação. A bancada progressista, hoje com quatro cadeiras na Alepe, ganhou protagonismo ao defender aliança com o Palácio do Campo das Princesas, enquanto o União Brasil abandonou a cautela e passou a negociar espaços na gestão estadual.

Números do Tribunal Superior Eleitoral mostram que PP e UB somam mais de 230 mil filiados em Pernambuco, base que pode ser decisiva para ampliar palanques municipais em 2024.

Impacto na corrida eleitoral de 2026

A aproximação de Miguel Coelho, terceiro colocado na disputa pelo Governo em 2022, adiciona capital político à governadora. Juntos, PSDB, PP e UB somariam 1,7 milhão de votos obtidos no último pleito estadual, volume equivalente a 45 % do eleitorado pernambucano, segundo o TSE.

Analistas lembram que, em 2022, Raquel Lyra só alcançou 8,4 % dos votos no Recife, reduto de João Campos. Com o rearranjo, a sigla tucana mira ultrapassar 15 % na capital, meta considerada estratégica.

Desafios e próximos passos

Apesar do entusiasmo, dirigentes reconhecem que há ruídos internos. Prefeitos do interior filiados ao UB temem perder autonomia na composição de chapas locais. Já o PSB observa de longe, avalia cenários e tenta preservar alianças históricas com MDB e Rede.

No curto prazo, o teste de fogo será a eleição para a presidência da Assembleia Legislativa, prevista para fevereiro de 2025. Caso PP e UB se mantenham unidos em torno do nome governista, o bloco pode isolar de vez o PSB nas articulações de poder.

Com a dança das cadeiras em movimento contínuo, lideranças devem intensificar agendas regionais ainda no primeiro trimestre, quando começam as filiações para quem deseja disputar os pleitos municipais.

Para acompanhar cada desdobramento desse xadrez político, visite nossa editoria de Política.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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