Alemanha descarta boicote e mantém presença na Copa 2026
O governo alemão rechaçou, na quarta-feira (4), os apelos de políticos para um boicote à Copa do Mundo de 2026, que será sediada por Estados Unidos, Canadá e México. Durante coletiva em Berlim, o porta-voz Steffen Meyer afirmou que “disputas políticas devem ser resolvidas no âmbito político, e o esporte deve ser deixado para ser esporte”. A decisão encerra a pressão sobre a Alemanha e confirma a participação da seleção no megaevento de futebol.
O debate sobre o boicote ganhou força depois de o então presidente norte-americano Donald Trump ter ameaçado, no mês passado, anexar a Groenlândia, território dinamarquês e aliado da OTAN. O recuo de Trump, que acabou retirando tarifas contra países europeus, não impediu que parlamentares em Berlim questionassem a presença alemã na Copa. Ainda assim, o governo concluiu que a retirada “não seria a abordagem correta”.
Governo alega que esporte não deve ser ferramenta política
Segundo Meyer, transformar a Copa em palco de sanções diplomáticas desvirtua a essência esportiva. A ministra do Esporte, Christiane Schenderlein, reforçou ao jornal Sueddeutsche Zeitung que o boicote “não tem apoio” do Executivo. Para o governo, a participação mantém diálogo aberto e evita isolar atletas e torcedores da Alemanha.
Berlim rejeita pressão parlamentar e lembra precedente histórico
Esta não é a primeira vez que o Parlamento alemão discute boicote em eventos esportivos. Em 1980, a Alemanha Ocidental aderiu à ausência nos Jogos de Moscou, decisão ainda vista como polêmica. Deputados que defendiam nova retirada citaram esse precedente, mas a chancelaria destacou que, quatro décadas depois, “o contexto internacional é diferente” e que um boicote poderia “penalizar o esporte” sem efeitos concretos na crise diplomática.
Próximos passos e impacto para a seleção alemã
Com a decisão, a Federação Alemã de Futebol (DFB) deve confirmar nas próximas semanas o cronograma de preparação rumo à Copa. Técnicos e atletas já comemoraram a sinalização oficial. Especialistas ouvidos pela emissora pública DW avaliam que o fim da incerteza permitirá foco total no rendimento esportivo. O governo, por sua vez, pretende reforçar a separação entre política externa e competições, postura alinhada ao Comitê Olímpico Internacional.
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