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quinta-feira, fevereiro 26, 2026

Alemanha avalia deixar a Copa do Mundo nos Estados Unidos

Alemanha avalia deixar a Copa do Mundo nos Estados Unidos

Alemanha avalia deixar a Copa do Mundo nos Estados Unidos – A Federação Alemã de Futebol (DFB) estuda a possibilidade de não enviar a seleção para o Mundial de 2026, programado para Estados Unidos, Canadá e México.

O debate ganhou força depois que o ex-presidente norte-americano Donald Trump voltou a defender, em entrevista recente, a anexação da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca e historicamente ligado à Europa.

Pressão política e esportiva

Parlamentares alemães de diferentes partidos classificaram a fala de Trump como “ataque à soberania europeia” e solicitaram ao governo federal que avalie retaliações diplomáticas. Entre as medidas discutidas está o boicote esportivo, repetindo precedentes como a ausência de nações ocidentais nos Jogos de Moscou-1980.

Em nota curta, a DFB confirmou que abriu diálogo com o Ministério do Interior, responsável pelo esporte, mas ressaltou que qualquer decisão só será tomada “após amplo debate” e consulta à FIFA. Segundo o calendário oficial da FIFA, o sorteio dos grupos está previsto para o fim de 2025.

Impacto econômico e histórico

Uma eventual saída alemã teria peso significativo: o país figura entre as dez maiores audiências televisivas do mundo para a competição e movimentou cerca de € 300 milhões em patrocínios na edição do Catar-2022, de acordo com estimativa da consultoria Deloitte.

Cientistas políticos lembram que boicotes esportivos costumam trazer resultado limitado. Já houve tentativas em 1978, quando a Holanda cogitou não jogar na Argentina sob ditadura militar, e em 1994, quando vários países discutiram punir a Iugoslávia durante a Guerra dos Bálcãs, sem sucesso.

Especialistas em direito internacional apontam que a anexação de um território exige aprovação multilateral na ONU, processo que pode levar anos e não depende da Copa do Mundo. Por isso, a discussão no Bundestag deve focar mais na mensagem política do que em impactos práticos sobre o torneio.

Mesmo assim, a Federação Alemã concordou em elaborar um relatório de risco que incluirá cenários de segurança, custo de imagem e reações de patrocinadores, documento que deve ser apresentado até o primeiro trimestre de 2024.

No Brasil, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não comentou o assunto, mas fontes internas admitem “preocupação” com uma possível escalada geopolítica envolvendo seleções europeias tradicionais.

Para acompanhar outros desdobramentos do cenário internacional, visite nossa editoria Mundo.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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