Agressão em Porto de Galinhas: garçom relata mata-leão
Agressão em Porto de Galinhas: garçom relata mata-leão – A cobrança de R$ 80 pelo aluguel de três cadeiras e um guarda-sol provocou uma briga na badalada praia de Porto de Galinhas, em Ipojuca, no litoral sul de Pernambuco, em 31 de dezembro de 2025.
Segundo o garçom Erivaldo dos Santos, um dos turistas se irritou com o valor, deu um tapa no cardápio e, em seguida, aplicou um mata-leão nele. O funcionário contou que caiu desacordado e foi socorrido por colegas, momento em que as agressões se espalharam entre barraqueiros e o casal de visitantes, Johnny Andrade e Cleiton Zanatta.
Disputa por cadeiras virou empurra-empurra
A confusão começou quando os turistas, que passaram o dia consumindo apenas duas águas de coco, se recusaram a pagar a taxa de uso de cadeiras e guarda-sol prevista no cardápio. Cada cadeira custa R$ 20 e o sombreiro outros R$ 20, totalizando R$ 80.
O garçom afirma que, além do desentendimento sobre o preço, os visitantes exigiam que nenhuma outra barraca fosse montada na sua frente, o que ele chamou de “camarote vip”. O casal teria chegado ao local já com garrafas de uísque e, de acordo com Erivaldo, apresentava sinais de embriaguez.
Investigação e versões conflitantes
O caso está sendo apurado pela Delegacia de Porto de Galinhas. O casal de empresários nega ter iniciado as agressões e afirma que foi vítima de homofobia. Os barraqueiros rejeitam a acusação e dizem que reagiram para defender o colega.
Dados da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco mostram que, nos meses de alta temporada, aumentam os registros de lesão corporal nas praias do estado, impulsionados por consumo de álcool e disputas por espaço em barracas.

Comerciantes temem prejuízos no verão
Em nota, a proprietária da Barraca da Maura, onde tudo ocorreu, disse estar à disposição das autoridades e destacou os esforços da Prefeitura de Ipojuca para fiscalizar e capacitar ambulantes. Ela reforçou que o objetivo é preservar a imagem turística de Porto de Galinhas, responsável por grande parte da economia local.
Enquanto a investigação avança, a Polícia Civil colhe depoimentos e analisa vídeos gravados por frequentadores da praia para esclarecer quem iniciou a briga e se houve motivação homofóbica.
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Crédito da imagem: Divulgação