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segunda-feira, fevereiro 23, 2026

Acordo Mercosul-UE deve elevar exportações do Brasil

Acordo Mercosul-UE deve elevar exportações do Brasil

Acordo Mercosul União Europeia – Negociado há mais de 26 anos e ainda à espera de ratificação parlamentar, o tratado de livre-comércio com o bloco europeu é visto por especialistas como a principal aposta para ampliar o acesso de produtos brasileiros a 27 países que concentram quase 450 milhões de consumidores.

Mesmo sem a assinatura final, empresários já tratam o acordo como fato consumado, usando-o como credencial nas negociações com outros mercados.

Benefícios imediatos para o agronegócio e a indústria

Dados da Secretaria de Comércio Exterior indicam que, entre janeiro e dezembro de 2025, as exportações brasileiras para a União Europeia somaram US$ 49,8 bilhões, alta de 3,2 % em relação a 2024, enquanto as importações cresceram 6,4 %, chegando a US$ 50,3 bilhões.

Com o acordo, analistas projetam expansão anual extra de até US$ 3,8 bilhões nas vendas externas após o décimo ano de vigência. Carnes, açúcar, etanol e grãos devem ganhar cotas preferenciais, ainda que restritas: no caso da carne bovina, o volume adicional representa apenas 1,5 % do mercado europeu.

Selo de qualidade para novos negócios

Além da redução tarifária, o tratado funcionará como um “selo de qualidade” na mesa de negociação, sinalizando que os produtos brasileiros atendem às rigorosas normas sanitárias e ambientais europeias. Esse diferencial pode facilitar acordos com países da Ásia e Oriente Médio, segundo o Ministério da Agricultura.

Do lado industrial, a UE prevê potencial extra de € 84 bilhões em exportações, especialmente em máquinas, fármacos e autopeças. No Mercosul, a indústria local também terá 10 anos para se adaptar, mantendo tarifas de proteção nos primeiros anos.

Desafios políticos ainda no radar

O maior entrave permanece na aprovação parlamentar europeia. Pressionado pelo setor agrícola francês, o Parlamento da UE solicitou avaliação jurídica do texto, o que pode adiar a votação em até dois anos.

No Mercosul, Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia precisam concluir seus processos internos. No entanto, os chefes de governo de Alemanha, Espanha, Itália e Holanda já declararam apoio público, sinalizando que a tendência é de aprovação.

Para acompanhar os desdobramentos desse e de outros temas que impactam a economia brasileira, siga nossa editoria de Política.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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