João Campos avalia candidatura ao Governo de Pernambuco
João Campos avalia candidatura ao Governo de Pernambuco – O prefeito do Recife, do PSB, deve deixar o cargo até abril para disputar o Palácio do Campo das Princesas, segundo aliados ouvidos recentemente.
Mesmo com pesquisas mostrando queda da vantagem sobre a governadora Raquel Lyra (PSD), a cúpula socialista enxerga a saída como movimento essencial para garantir musculatura política até 2030.
Estratégia passa pela renúncia em abril
Caso permaneça na prefeitura, Campos corre o risco de desmobilizar chapas proporcionais e enfraquecer lideranças que dependem da candidatura majoritária do PSB.
O cálculo inclui o tamanho do eleitorado pernambucano, que superou 7 milhões de votantes nas últimas estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral, determinante para negociações de fundo partidário e tempo de TV.
No curto prazo, a renúncia trará perda de visibilidade institucional, mas preservará a rede de aliados espalhada pelo estado, considerada vital para uma disputa acirrada.
Lição de ACM Neto influencia decisão
No PSB, o exemplo do ex-prefeito de Salvador pesa: favorito em 2018, ACM Neto adiou o projeto estadual e acabou derrotado em 2022 após perder base de apoio construída para a eleição anterior.
Dirigentes temem repetir o “efeito desmobilização” se Campos recuar agora. Eles avaliam que promessas feitas a deputados e prefeitos colocaram o líder recifense em “ponto sem retorno”.

De um lado, Raquel Lyra conta com a máquina estadual; de outro, João Campos aposta no recall da capital e na capilaridade partidária. Analistas projetam campanha equilibrada, com margens oscilaram de 40 para cerca de 15 pontos nos últimos levantamentos.
A confirmação da candidatura deve ocorrer nas próximas semanas, quando o prefeito fechará cronograma de entregas em bairros populosos para reforçar o discurso de gestão antes da desincompatibilização.
No cenário interno, o PSB já discute nomes para assumir a prefeitura em caso de vitória ou derrota, garantindo continuidade de projetos e manutenção de bases eleitorais.
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