Morte do cão Orelha gera revolta e pedidos de justiça
Morte do cão Orelha gera revolta e pedidos de justiça – O espancamento que resultou na morte do vira-lata Orelha ganhou repercussão nacional depois que os artistas Rafael Portugal e Ana Castela manifestaram indignação nas redes sociais, exigindo a identificação e a punição dos responsáveis.
O crime aconteceu em Santa Maria, no Distrito Federal, onde o animal foi encontrado com múltiplas fraturas em via pública. Moradores levaram Orelha a uma clínica veterinária, mas ele não resistiu aos ferimentos.
Como ocorreu o crime
Testemunhas relataram à Polícia Civil que o cão foi agredido com pedaços de madeira e abandonado em um terreno baldio. Vídeos compartilhados em grupos de mensagens mostram parte da violência, o que ajudou investigadores a traçar a rota dos suspeitos.
A Lei Federal 14.064/2020 prevê pena de até cinco anos de prisão para maus-tratos contra cães e gatos. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, as denúncias de crueldade contra animais cresceram 18% em 2023 na comparação com o ano anterior, indicando tendência de subnotificação ainda alta.
Investigação e próximos passos
A 33ª Delegacia de Polícia coletou imagens de câmeras de segurança da região e já ouviu três testemunhas. Exames periciais no corpo do animal confirmaram traumatismo craniano e hemorragia interna.
Rafael Portugal e Ana Castela, cada um com mais de 10 milhões de seguidores no Instagram, ampliaram a pressão pública ao cobrar agilidade na investigação. As postagens acumulam mais de 1,5 milhão de curtidas e milhares de comentários pedindo justiça.

Especialistas em direito animal recomendam que testemunhas formalizem boletins de ocorrência e enviem provas digitais diretamente à polícia, reforçando a cadeia de custódia do material.
No fechamento desta edição, a Polícia Civil afirmou que aguarda laudos complementares para pedir à Justiça mandados de busca e apreensão. Para mais detalhes e outras ocorrências, acesse nossa editoria de Polícia.
Crédito da imagem: Divulgação