Sistema prisional de Pernambuco: superlotação e reformas
Sistema prisional de Pernambuco: superlotação e reformas – A rede penitenciária pernambucana ainda convive com celas superlotadas, estruturas deterioradas e carência de servidores, apesar de obras de ampliação em andamento.
Autoridades estaduais discutem novas vagas, reforço de pessoal e programas de ressocialização como passos urgentes para reverter o cenário.
Déficit de vagas desafia o Estado
De acordo com os dados mais recentes do Depen, Pernambuco possui cerca de 35 mil detentos para pouco mais de 14 mil vagas, o que mantém a taxa de ocupação acima de 240%.
Além das falhas estruturais, a falta de agentes penitenciários agrava a segurança interna e dificulta ações pedagógicas e de saúde.
Planos de expansão e reformas
O secretário de Administração Penitenciária, Paulo Paes de Araújo, informou que três unidades estão em reforma e uma nova penitenciária de 1.200 vagas deve ser entregue até o fim de 2025.
Segundo o Ministério Público de Pernambuco, o cronograma inclui adaptações para garantir acesso à água potável, ventilação adequada e espaços de trabalho para internos em regime semiaberto.
Ressocialização ainda é desafio
Somente 12% dos presos participam de cursos ou atividades laborais, índice inferior à média nacional de 20% registrada pelo Infopen 2023. Especialistas apontam que ampliar educação básica e parcerias com empresas pode reduzir reincidência.

O promotor Fabiano Beltrão defende a criação de um núcleo estadual de monitoramento de egressos, permitindo acompanhamento dos primeiros seis meses em liberdade.
No debate, o jornalista Raphael Guerra destacou que, sem investimento contínuo em pessoas e infraestrutura, o sistema “permanecerá enxugando gelo”.
A discussão reforça que a crise carcerária impacta a segurança pública e exige atuação conjunta de Executivo, Judiciário e sociedade civil.
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